REGIÃO
24/11/2025 às 07:30 por Redação


Professora da URI Santo Ângelo ministra palestra sobre enfrentamento à violência contra a mulher em Três Passos

Professora da URI Santo Ângelo ministra palestra sobre enfrentamento à violência contra a mulher em Três Passos
Foto: URI Santo Ângelo/Divulgação

Tendo como local o auditório da Unijuí, em Três Passos, a professora da URI Santo Ângelo Rosângela Angelin ministrou uma importante palestra sobre o enfrentamento à violência contra a mulher na Região Celeiro.

A atividade integrou o projeto de extensão Gênero, Diversidade e Direitos Humanos em Sociedades Democráticas: Tecendo Redes de Humanização e Conhecimento, vinculado ao PPGDireito da URI.

O evento foi promovido pelo Creas e pela prefeitura de Três Passos, reunindo profissionais das áreas da educação, psicologia e serviço social, além de autoridades regionais, integrantes da rede de proteção a mulheres vítimas de violência e representantes dos 21 municípios da Região Celeiro.

A temática envolvendo o enfrentamento das múltiplas formas de violência contra as mulheres, especialmente a doméstica e familiar, segue sendo pauta urgente em nível mundial. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos, o Brasil ocupa a 5ª posição entre os países que mais matam mulheres, com índices alarmantes.

O Mapa da Violência aponta que o país registra cerca de 10 mulheres assassinadas por dia, e que, em 2025, a violência contra mulheres atingiu níveis recordes (com base em dados de 2017).

Embora a legislação brasileira dedicada ao combate à violência doméstica seja reconhecida internacionalmente, e o crime de feminicídio possua uma das penas mais altas do ordenamento jurídico, sua efetividade ainda apresenta fragilidades, evidenciando a necessidade de maior investimento na promoção de uma cultura de paz.

O IV Seminário Regional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher da Região Celeiro, realizado no Estado do Rio Grande do Sul, teve como objetivo discutir, sob perspectivas históricas, sociais e culturais, as ideologias que sustentam as violências contra as mulheres, buscando desnaturalizar esses processos.

Durante sua fala, a professora Rosângela Angelin destacou: “Desnaturalizar a ‘Síndrome de Gabriela’, expressa na frase ‘Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim’, é urgente. Não há determinismos na construção identitária; portanto, mudanças são possíveis. É possível construir relações humanas saudáveis entre mulheres, homens e qualquer denominação de gênero. Transformar a cultura nas relações sociais e individuais é uma necessidade imediata.”

A professora também enfatizou a importância do trabalho em rede para o enfrentamento da violência contra as mulheres, bem como a relevância das ações educacionais e da sensibilidade de todos os profissionais ao acolherem mulheres vítimas de violência em seus espaços institucionais.

Encerrando sua fala, Angelin reforçou: “Entre as poucas certezas não ilusórias deste mundo, está a de que ‘outro mundo é possível’, se as pessoas se unirem e o construírem, mesmo diante das dificuldades e complexidades. É legítima a luta para que todas as pessoas sejam incluídas e reconhecidas na sociedade, garantindo uma vida digna em todos os seus aspectos. É chegada a hora de assegurar que todas e todos experimentem o mínimo existencial e sejam reconhecidos como seres humanos em sua diversidade.”

Fonte: URI Santo Ângelo

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