
Após o vazamento de contrato e conversas em reportagem do The Intercept Brasil, que mostra que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) trabalhou como produtor-executivo e que ele teria gerenciamento sobre o orçamento do filme Dark Horse, o ex-parlamentar publicou um vídeo no Instagram, na tarde desta sexta-feira (15), no qual nega irregularidades. Ele também afirma que não recebeu recursos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro:
"Acabou de sair agora mais uma matéria falando ou sugerindo que eu estou sendo bancado, financiado nos Estados Unidos por Daniel Vorcaro, o que é uma mentira".
Segundo o ex-deputado federal, foi ele quem repassou dinheiro, cerca de R$ 350 mil, para a produção do filme que conta a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro:
"Aquele tempo a gente sonhava em contratar estrelas de Hollywood, mas sabíamos que seria muito difícil. Com o dinheiro dos recursos da Ação Conservadora eu peguei R$ 350 mil, transformei em cerca de US$ 50 mil e mandei para os Estados Unidos. Por quê? Para garantir o contrato com o diretor de Hollywood, para que ele pudesse fazer o roteiro, começar a rascunhar, desenhar essa história, que lá na frente, se conseguimos um investidor, ou um grupo de investidores, fazer o filme acontecer".
Ainda segundo as alegações, em um "contrato antigo" constava o nome dele como "diretor" da produção cinematográfica, mas que, depois, passou a assinar apenas a cessão de direitos autorais:
"Quando essa estrutura passou a ser uma estrutura de fundos de investimento, começou a ter outra estrutura, eu saí dessa posição de diretor-executivo, que era o contrato antigo com a produtora, e passei então a ser somente uma pessoa que assinou a sua cessão de direitos autorais, para que um ator pudesse me representar no filme, e depois eu não processasse o filme".
De acordo com Eduardo, ele recebeu o dinheiro de volta:
"Recebi o dinheiro que era meu, e eu acho até que nem foi corrigido esse dinheiro inclusive. 100% do risco, US$ 50 mil para mim faz falta, é por isso que a gente conseguiu confeccionar esse filme".
As alegações de Eduardo ocorrem após a reportagem do Intercept, que mostra prints de contrato e trechos de conversas. Um dos registros obtidos pelo site é um contrato de produção do filme. O documento, de novembro de 2023, foi assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30 de janeiro de 2024. O ex-parlamentar aparece no contrato à frente da produção-executiva, junto ao deputado Mario Frias (PL-SP).
O Intercept também traz uma troca de mensagens entre o empresário Thiago Miranda e Vorcaro. No projeto do filme, Miranda participaria como intermediário entre o banqueiro, a família Bolsonaro e o deputado Mario Frias.
Na mensagem de Eduardo a Miranda, o ex-deputado escreve:
"O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos."
Fonte: GZH