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19/05/2026 às 13:54 por Patrick Siede


Polícia conclui segunda etapa da reconstituição da morte de agricultor em Pelotas

Polícia conclui segunda etapa da reconstituição da morte de agricultor em Pelotas
Foto: Felipe Valduga/Agência RBS

A Polícia Civil concluiu, na noite desta segunda-feira, 18, a segunda etapa da reconstituição da morte do agricultor Marcos Nornberg, de 48 anos, baleado durante uma ação da Brigada Militar no interior de Pelotas, na Região Sul do Estado. A simulação foi realizada com base na versão apresentada pela viúva, Raquel Nornberg, que estava dentro da residência no momento em que o marido foi atingido.

A Polícia Civil não divulgou detalhes do depoimento utilizado na reconstituição. Em relatos anteriores, Raquel afirmou que dormia com o marido quando o casal percebeu movimentação no pátio da casa, por volta das 3h da madrugada de 15 de janeiro. Segundo ela, após ouvir barulhos, Marcos teria buscado uma arma que mantinha para proteger a propriedade. A viúva relatou ter ouvido gritos e tiros e, em seguida, encontrado o agricultor morto dentro de casa.

A reconstituição estava inicialmente prevista para a tarde da última quarta-feira, 14, mas foi suspensa a pedido da família. A defesa argumentou que a realização durante o dia poderia prejudicar a reprodução das condições da madrugada em que o agricultor foi baleado.

A versão dos policiais militares envolvidos já havia sido reconstituída na madrugada de 13 de maio. Conforme a Polícia Civil, as duas simulações buscam esclarecer pontos considerados fundamentais para a conclusão do inquérito.

Segundo nota divulgada pela Brigada Militar após o caso, os policiais foram enviados à área rural após uma ocorrência de roubo. Suspeitos presos no Paraná teriam indicado a região como possível local de esconderijo de outros envolvidos. A BM informou que, durante a averiguação, os agentes encontraram um homem armado, que não teria obedecido às ordens policiais e teria efetuado disparos, provocando reação da guarnição.

O Inquérito Policial Militar descartou crime militar por parte dos policiais, mas apontou falhas graves de planejamento e de inteligência na operação. Cinco agentes do 4º Batalhão de Polícia Militar e do 5º Batalhão de Choque foram responsabilizados na esfera administrativa. A investigação da Polícia Civil segue em andamento e deve apontar as circunstâncias da morte de Marcos Nornberg nos próximos dias.

Redação do Grupo Sepé com informações do G1 RS


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