
A Reportagem do Grupo Sepé conversou na manhã desta quinta-feira (1º) com a delegada Luciana Cunha, titular da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente de Santo Ângelo, sobre a morte de uma criança de um ano e dois meses, que se afogou no rio Itaquarinchim.
Conforme a delegada, a menina que faleceu possui uma irmã gêmea e um irmão mais velho, de três anos. Todas as crianças estavam com a mãe em casa, sendo que o pai trabalhava em outro município.
Em determinado momento, o irmão mais velho saiu de casa e a mãe teria ido procurá-lo nas proximidades, deixando as gêmeas dentro da residência. Ao encontrar o irmão, retornou para casa e sentiu falta de uma das meninas.
Segundo Luciana, com a ajuda dos vizinhos, foram iniciadas as buscas pela criança. Ela foi encontrada já boiando e desacordada no rio Itaquarinchim, localizado a uma distância de cerca de oito metros da casa.
A delegada explica que a menina ainda não caminhava e deve ter ido até o local engatinhando. Para chegar até o rio há uma cerca de arame farpado, a qual suspeita-se que ela tenha passado por baixo. Além disso, existe um barranco no leito do rio.
Os vizinhos prestaram os primeiros atendimentos e acionaram o Corpo de Bombeiros. A criança encontrava-se desacordada e em parada cardiorrespiratória. Ela foi encaminhada ao Hospital Santo Ângelo e, durante a noite, quando estava sendo transferida para Santa Rosa, acabou falecendo.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para verificar se houve negligência por parte da mãe. Conforme a delegada, se ficar comprovado, ela poderá responder por homicídio culposo, conforme a legislação. Nesta manhã o corpo passa por necropsia.
Grupo Sepé