GERAL
17/01/2026 às 14:01 por Edna Lautert


Volta às aulas mobiliza o comércio e projeta crescimento em vendas

Volta às aulas mobiliza o comércio e projeta crescimento em vendas

Com a proximidade do início do ano letivo de 2026, pais e responsáveis no Rio Grande do Sul enfrentam novamente o desafio de arcar com os custos do material escolar em meio a grande disparidade de preços. Levantamentos feitos por Procons em janeiro indicam que, mesmo antes da volta às aulas, a variação de valores entre estabelecimentos pode ser muito alta, reforçando a necessidade de pesquisa e planejamento. Uma pesquisa comparativa realizada pelo Procon RS revelou que itens básicos registram diferenças de preço de até 1.413%.

Em Santo Ângelo, por exemplo, o apontador mais barato foi encontrado por R$ 0,95, enquanto o mais caro chegou a R$ 9,99, o que mostra como variações significativas podem impactar o orçamento familiar no início do ano letivo. Itens como giz de cera também apresentaram oscilações expressivas de preço entre os estabelecimentos (entre R$ 5,95 a R$ 32,90).

Pesquisas similares de Procons em outras regiões do país ressaltam essa tendência de variação expressiva nos preços dos materiais escolares no início de 2026. O órgão orienta que os consumidores verifiquem embalagens, exijam nota fiscal e façam comparações antes de comprar.

No caso da Região das Missões, apesar de não haver um levantamento oficial estadual específico para municípios como Santo Ângelo e cidades vizinhas, a realidade local reflete as tendências observadas em outras cidades gaúchas e brasileiras: itens básicos, como cadernos de 48 folhas podem custar relativamente pouco quando comparados entre lojas, mas a diferença de preço ainda é grande, entre R$ 2,00 a R$ 7,99. Mochilas escolares simples são encontrados a partir de valores acessíveis, enquanto modelos maiores ou com recursos adicionais podem ultrapassar significativamente esses patamares. Esses contrastes mostram como a variação de preços pode influenciar fortemente o custo final da lista escolar e tornam a pesquisa de preço um elemento-chave para reduzir gastos no orçamento familiar.]

 Especialistas em consumo reforçam que a pesquisa prévia de preços, o reaproveitamento de materiais em bom estado e a comparação entre estabelecimentos continuam sendo estratégias essenciais para conter os impactos financeiros da volta às aulas. O cenário de 2026, embora com itens específicos ainda variando conforme o fornecedor, evidencia que as disparidades observadas nos últimos anos persistem e exigem atenção redobrada dos consumidores.

PREÇO VARIAÇÃO

 Pelo aplicativo Menor Preço, esses são os valores praticados em alguns materiais escolares em Santo Ângelo:

Caderno capa dura 160 folhas: R$ 15,95 — R$ 24,99

Caderno capa dura 80 folhas: R$ 9,45 — R$ 33,72

100 folhas A4: R$ 7,99 — R$ 9,90

500 folhas A4: R$ 27,90 — R$ 36,90

Lápis preto: R$ 0,75 — R$ 15,99

 Borracha: R$ 0,50 — R$ 14,99

Apontador: R$ 0,95 — R$ 24,95

 Tesoura: R$ 4,00 — R$ 65,00 Estojo: R$ 4,02 — R$ 209,00

 Régua 30cm: R$ 1,00 — R$ 14

Cola líquida pequena: R$ 3,50 — R$ 7

 Cola líquida grande: R$ 5,50 — R$ 14,90

Cola bastão pequena: R$ 3,50 — R$ 14,90

Cola bastão grande: R$ 4,90 — R$ 26,90

Mochila: R$ 30,00 a R$ 799,00

Redação do Grupo Sepé


Compartilhe essa notícia: