CIDADE
11/07/2022 às 19:43 por Patrick Siede


Populares relatam situação precária na infraestrutura de paradas de ônibus

Populares relatam situação precária na infraestrutura de paradas de ônibus
Foto: João Gabriel Frandoloso | Grupo Sepé

A condição das paradas de ônibus de Santo Ângelo é motivo de reclamações e denúncias feitas frequentemente pela população. Em alguns pontos os usuários do transporte público precisam buscar meios para enfrentar o sol, as chuvas, o mato e até mesmo o cansaço físico enquanto esperam pelo ônibus, já que em muitas das paradas, não existe lugar para sentar enquanto o coletivo chega.

Os relatos de quem utiliza o transporte público na cidade são diversos, mas a preocupação constante refere-se ao inverno e à probabilidade maior de chuvas, que já iniciou e, muitas vezes, pega a população de surpresa, como contou a seguidora Marisa Padilha “aqui na minha rua só falta a proteção nas laterais, pois quando chove é a mesma coisa que não ter abrigo”.

Na Avenida Sagrada Família, em ponto próximo ao Mercado Mattana, o teto de uma das paradas de concreto foi totalmente destruído, deixando os populares sem abrigo enquanto esperam pelo transporte. “Os abrigos estão péssimos, um descaso total. É até perigoso cair alguma coisa nas pessoas que estão lá”, comentou a seguidora Daia Prado. As reclamações com a infraestrutura dos abrigos, onde muitas pessoas relataram que não tem lugar para desc nas paradas, como relatou Marli Corassa. “São péssimas, sem placas de horário, sem banco para sentar, outras mal cobertas e isso é de muito tempo, antes da pandemia já estava faltando”.

Outra seguidora completou que “esses dias estava levando minha filha consultar, fiquei com ela no colo, em pé, até o ônibus chegar. Outra questão é a chuva, se tivesse chovido no momento eu teria que abrir uma sombrinha para nos proteger”. O descontentamento dos populares se estende até a Rua Antunes Ribas, região onde o fluxo de usuários de transporte coletivo é bastante alto. “Péssimas condições. Uma que outra está sendo reformada, mas ainda falta melhorar muito. Aqui na Antunes Ribas quase não tem paradas e muitas pessoas pegam ônibus nesse ponto”, afirmou a seguidora Kaiane Coimbra. Pamela Vieira questionou o tamanho da cidade de Santo Ângelo “uma pouca vergonha, tem cidades com menos habitantes que são mais ajeitadas as paradas do que aqui. Precisa melhorar a infraestrutura”.

A seguidora Daiane Faganello abordou outra preocupação dos populares, nesse caso, dos motoristas que trafegam pelas ruas da Capital das Missões. Segundo ela, existem muitas paradas próximas e isso acaba afetando a trafegabilidade em algumas regiões. “Absurdamente ridículas, em cada quadra do centro tem uma parada, isso só serve para congestionar o trânsito”.

MELHORIAS

Em contato com a reportagem do Grupo Sepé, a Prefeitura confirmou que a manutenção das paradas de ônibus é de responsabilidade do Poder Público. De acordo com informações repassadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, um total de 20 novos abrigos vão ser instalados em pontos da Capital das Missões. No Bairro Indubras, por exemplo, já estão sendo executadas as obras, com as instalações dos abrigos. Os investimentos estão sendo executados a partir de um Recurso Federal, destinado pelo Programa Pró-Transportes, no contrato 398.720- 13/2014 e obras realizadas pela empresa R.E Construtoras e Empreendimentos LTDA.

As 20 unidades terão custo total de R$310.596,00, ou seja, o valor de cada abrigo na casa dos R$15 mil. O projeto dos novos abrigos conta com proteção nas laterais, bancos e um espaço específico destinado à pessoas portadores de deficiência e que utilizam cadeira de rodas para se locomoverem.

PRÓ-TRANSPORTE

O programa é uma linha de repasse de recursos do FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço destinada a financiar investimentos em mobilidade urbana. Atende empresas que detenham a concessão ou a permissão do transporte público coletivo urbano ou serviços associados, bem como as sociedades de propósito específico (SPE), além de empresas privadas que possuam projetos e/ou investimentos em mobilidade urbana pública, desde que autorizadas pelo poder público local.

João Gabriel Frandoloso | Grupo Sepé 


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