
Amigos e familiares de duas mulheres atropeladas na Avenida Getúlio Vargas fizeram uma manifestação na noite desta terça-feira, 25, em Santo Ângelo. Com faixas, cartazes e lanternas, o grupo pedia por justiça pelas vítimas mortas após serem atropeladas em cima da faixa de segurança. Os manifestantes também pedem por mais segurança no trânsito, respeito às faixas de pedestres e solicitam que equipamentos de fiscalização e controle de velocidade sejam instalados na via.
O protesto ficou concentrado entre a Avenida Getúlio Vargas e a rua Carlos Gomes, na entrada do bairro Cohab, na zona norte do município. Em maio, a idosa Terezinha Obregon Vargas, de 78 anos, foi atropelada quando cruzava a faixa de segurança na Avenida Getúlio Vargas com a Andradas, no Centro do município. “Eu perdi a minha mãe, a dona Terezinha, há cinco meses. Vamos ir à promotoria pública contra a prefeitura, que não fez nada, só promete e as mortes estão acontecendo. Não estamos pensando somente em nossas mães que já foram, mas em outros acidentes que podem acontecer. Precisamos de no mínimo três lombadas eletrônicas e pardais. Aqui na frente da Cohab é perigosíssimo. A promotoria será acionada e não ficaremos quietos até que alguma coisa seja feita aqui”, frisou João Cláudio Obregon Vargas.
Familiares de Jurema dos Santos Lowera, de 65 anos, que também perdeu sua vida na via, após ser atropelada por uma motociclista, igualmente protestaram. “Ela chegou no hospital e gritava de dor, com várias fraturas. Passou por cirurgia, mas não resistiu. Estamos fazendo essa mobilização para ver se conseguimos fazer alguma coisa. Infelizmente a minha mãe não volta mais”, relatou Juliano Lowera.
A reportagem contatou o Departamento Municipal de Trânsito, mas até a publicação desta reportagem não recebeu retorno.
Patrick Siede | Redação Grupo Sepé