
O Censo Demográfi co 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística (IBGE), já recenseou mais de 80% da população, ou seja, 65 mil santo-angelenses. Os resultados da pesquisa ajudam a conhecer mais de perto a população residente no Brasil, embasando a formulação de políticas públicas e, além disso, a subsidiar a distribuição da verba federal de acordo com a população de cada cidade, entre outros objetivos. Também serão investigadas características sobre os moradores e seus domicílios, além dos temas presentes na amostra, como trabalho, rendimento, nupcialidade, religião, pessoas com defi ciência, migração e autismo. “Recentemente a gente passou por um processo de eleições, a gente viu o quanto isso vai impactar nos próximos 10 anos. Então, todos os governantes usam estes dados do IBGE para implantar essas políticas públicas. Seja em uma escola, no bairro, na saúde. É de tamanha importância todos esses dados do IBGE, sem falar no Fundo de Participação dos Municípios”, destacou Henrique Possebom Sauer, chefe da Agência IBGE.
Conforme Sauer, cerca de 1% da população visitada se recusou a receber os agentes recenseadores. Por outro lado, a grande maioria tem conhecimento do trabalho do instituto e a sua importância para a sociedade brasileira. Outra dificuldade que os agentes estão enfrentando é contatar com os moradores que residem em prédios e condomínios. “A questão é que o pessoal ainda tem um certo medo e receio porque há muitos golpistas e estelionatários agindo todos os dias. Eles têm um crachá, um QR code que a pessoa pode verifi car na hora, averiguando se realmente é um recenseador do IBGE. Também temos um número, o 0800, no próprio crachá do recenseador, ligando também é possível confi rmar se ele é realmente cadastrado pelo IBGE”.
Com o prazo para fi nalizar o recenseamento até dezembro, a equipe de Santo Ângelo é composta por 30 recenseadores que, ainda, precisam visitar a população residente no bairro Haller. “Nós temos duas áreas do bairro Haller que não foram iniciadas. A gente trabalha por setor censitário, que é um recorte de um pedaço do município, são em torno de 200 a 300 casas que o recenseador tem que visitar”.
Responder o Censo 2022 é um dever e é obrigatório, segundo a lei número 5.534. A mesma lei também garante o sigilo das informações prestadas. É possível responder presencialmente, pela internet ou telefone. Caso não esteja em casa, o recenseador deixará uma folha de recado para que você entre em contato e agende o melhor horário para recebê-lo.
Patrick Siede | Redação do Grupo Sepé