
O delegado Marcus Viafore revela que o suspeito preso de Santo Ângelo fazia a intermediação no esquema que causou prejuízo de R$ 3 milhões a uma vítima de Santa Rosa. A ação fez parte da operação da Polícia Civil no Estado que resultou na prisão de quatro suspeitos pelos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. Ao todo foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão em Santo Ângelo, Porto Alegre, Gravataí em casas e escritórios investigados e empresas de fachadas. Outros três suspeitos encontram-se foragidos. “As investigações não são recentes. A ação de estelionato aconteceu em 2014 e 2015. Recebemos denúncia da vítima. O grupo criminoso se valendo de um pessoa que trabalhava na empresa armaram o golpe”, explica o delegado. Viafore conta que os estelionatários ofereceram linhas de créditos no Brasil e no exterior, com juros menores que o de mercado para que o empreendedor pudesse expandir sua atividade econômica. Para isso o empresário teve que pagar antecipadamente honorários e custos para os empréstimos que não se efetivaram. “No primeiro encaminhamento não foi possível o empréstimo. Os criminosos oferecem linha de empréstimo do Uruguai e a empresa aportou mais recursos e no final a vítima descobriu que era uma farsa.” “Os integrantes da organização branqueavam o capital através de contas bancárias de familiares, empresas de locação de automóveis, empresas de fachada e até mesmo na constituição de clínicas estéticas”, detalha o delegado. Os suspeitos presos foram levados para Porto Alegre. Veículos foram apreendidos e contas bancárias bloqueadas. Os investigados estão impedidos de sair do país