POLÍTICA
20/01/2026 às 15:17 por Redação


“Na marra, goela abaixo não vai”, diz Pedro Westphalen ao defender candidatura própria do PP ao governo do RS

“Na marra, goela abaixo não vai”, diz Pedro Westphalen ao defender candidatura própria do PP ao governo do RS

O deputado federal Pedro Westphalen (Progressistas), segundo vice-presidente do partido no Rio Grande do Sul, elevou o tom ao defender que a sigla lance candidatura própria ao governo do Estado e criticou qualquer tentativa de imposição de decisões internas antes do tempo adequado. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Sepé, em meio a divergências internas no PP sobre a condução do processo sucessório estadual.

Segundo Westphalen, o debate sobre alianças e nomes ainda é prematuro e não deve ser conduzido de forma autoritária. “Na marra, goela abaixo não vai”, afirmou, ao comentar a possibilidade de definição antecipada de candidatura ou de o partido aceitar apenas a indicação de um vice-governador em uma eventual coligação.

O parlamentar afirmou que a reunião partidária marcada para discutir o tema não deveria ser deliberativa, mas sim indicativa, com foco exclusivo na decisão de que o Progressistas terá candidatura própria ao Palácio Piratini. Para ele, antecipar nomes pode acirrar ânimos e provocar conflitos desnecessários dentro da sigla.

“O Progressistas é um partido grande, mas não se comporta como partido grande. Historicamente, acabamos cedendo protagonismo em eleições estaduais, mesmo tendo quadros qualificados”, avaliou o deputado, citando como possíveis nomes o ex-secretário estadual Ernani Polo e o deputado federal Covatti Filho.

Westphalen também destacou que o cenário político nacional ainda está indefinido, inclusive com a federação entre Progressistas e União Brasil aguardando chancela do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na avaliação do deputado, esse contexto reforça a necessidade de cautela. “Se nem em nível nacional as candidaturas estão consolidadas, por que aqui no Rio Grande do Sul precisamos ter pressa?”, questionou.

O parlamentar fez críticas à forma como a reunião foi convocada, relatando que tomou conhecimento do encontro pela imprensa e não por comunicação direta da presidência do partido, liderada pelo deputado federal Covatti Filho. Ainda assim, negou qualquer possibilidade de racha interno. “Não há cisão. O que existe é divergência de pensamento na condução do projeto político do Estado”, afirmou.

Sobre o sentimento das bases, especialmente no interior e nas regiões onde o PP concentra grande número de prefeitos, Westphalen garantiu que a maioria defende candidatura própria ao governo. Para ele, aceitar apenas a vaga de vice-governador seria incompatível com o tamanho da legenda. “Um partido como o nosso não pode aceitar vice-governador de ninguém”, declarou.

Embora tenha confirmado apoio pessoal a Ernani Polo, o deputado disse que respeitará o resultado das convenções partidárias. “Se lá na frente o escolhido for o Covatti, estarei junto. O que defendemos é o processo legal, democrático e no tempo certo”, pontuou.

O deputado diz esperar que a reunião sirva para preservar a unidade do Progressistas e fortalecer o partido na construção de um projeto próprio para o Rio Grande do Sul.

Patrick Siede/Redação do Grupo Sepé 


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