
Em meio à alta de doenças respiratórias, as mortes por influenza — também conhecida como gripe — seguem aumentando em Mato Grosso do Sul. Na última sexta-feira, 23, o Estado registrou 125 casos notificados da doença e uma nova morte provocada pelo vírus, elevando para dois o total de óbitos em 2026.
Dados do boletim epidemiológico da influenza, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), apontam que, até o dia 23 de janeiro, foram notificadas 125 ocorrências, das quais 13 estão confirmadas e duas evoluíram para óbito.
Entre os casos confirmados, todos estão classificados como influenza A, subtipo H3N2. O boletim, no entanto, não detalha se as infecções estão relacionadas à chamada gripe K — linhagem do H3N2 identificada no Brasil, em dezembro do ano passado, a qual acendeu alerta em Mato Grosso do Sul.
A “gripe K” ou “super gripe”, apresenta mutações que trazem características novas para o sistema imunológico de grande parte da população, o que favorece a rápida disseminação. No entanto, até o momento, não há evidências de aumento da gravidade dos casos clínicos associados a essa variante.
Entre os principais sintomas, estão febre, dores musculares, cansaço, congestão nasal, dor de cabeça, tosse, calafrios, coriza, mal-estar, náusea e vômitos. Conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde), a influenza é sazonal e passa por constantes mutações.
A morte mais recente ocorreu no dia 14 de janeiro, em Sidrolândia, em decorrência da H3N2. A vítima era uma mulher de 65 anos, com histórico de imunodeficiência/imunodepressão. O outro óbito ocorreu no dia 7 de janeiro, em Corumbá. A vítima, uma mulher de 92 anos, também faleceu em decorrência da H3N2. Além disso, ela apresentava histórico de doença cardiovascular crônica e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).
Além da influenza, os casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) também preocupam as autoridades de saúde. Conforme a SES, Mato Grosso do Sul contabiliza 125 casos e 13 mortes associadas à SRAG neste início de ano.
Fonte: Midiamax