
A colheita do milho no Rio Grande do Sul já alcança cerca de 50% da área cultivada, conforme dados do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgados na última semana. A avaliação da safra e as perspectivas para o setor foram debatidas na primeira reunião de 2026 da Câmara Setorial do Milho, realizada de forma online nesta semana.
O principal destaque do encontro foi a definição de Santo Ângelo como município-sede da Abertura Oficial da Colheita do Milho 2026/2027. O pedido foi apresentado pelo próprio município, juntamente com dirigentes da Fenamilho Internacional, e aprovado pelos integrantes da Câmara. A cerimônia deverá ocorrer entre janeiro e fevereiro do próximo ano, integrando a programação da Feira.
De acordo com o assistente técnico da Emater/RS-Ascar, engenheiro agrônomo Alencar Rugeri, a safra atual é considerada peculiar, com variações significativas de produtividade entre as regiões. “As áreas com melhor desempenho foram aquelas que adotaram bom manejo e utilizaram cultivares adequadas”, explicou. A estimativa inicial aponta produtividade média semelhante à do ano passado, em torno de 7 toneladas por hectare, numa área total próxima de 785 mil hectares. Nova projeção será divulgada no início de março.
O gerente da Conab/RS, Matias José Fuhr, destacou o crescimento de 9,31% na área cultivada, que passou de 718 mil para 780 mil hectares. Segundo ele, o aumento reforça o potencial do milho para a economia gaúcha. Participaram da reunião representantes da Emater, Conab, Farsul, Famurs, Apromilho, Sistema Ocergs, Sindilat, SIPS e da Secretaria da Agricultura do Estado. Uma nova reunião está prevista para maio, quando serão discutidos o Plano Safra e as perspectivas para o próximo plantio.
Redação do Grupo Sepé com informações do Governo do RS