
O principal suspeito pela morte da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas também é investigado pela morte de outro jovem, encontrado esquartejado dentro de uma mala em Florianópolis.
Segundo o delegado Anselmo Cruz, responsável pela investigação, Matheus Vinícius Silveira Leite, 27 anos, dividiu apartamento com Alberto Pereira de Araújo, 29, por alguns meses em 2025, na mesma pousada onde Luciani morava.
O corpo de Alberto foi localizado na Praia do Santinho no dia 28 de dezembro de 2025, mas a identificação só ocorreu em março deste ano, durante as investigações sobre a morte da corretora.
A Polícia Civil apura indícios de que as mortes de Alberto e de Luciani estejam relacionadas.
Matheus está preso desde 13 de março na Cadeia Pública de Porto Alegre.
Segundo a corporação, Matheus e Alberto eram de Laranjal Paulista, cidade do interior de São Paulo. Matheus já havia sido apontado como suspeito de outro crime no município, onde teria cometido um latrocínio em 2022.
Matheus Vinícius Silveira Leite estava foragido desde 2022, quando teria cometido um latrocínio em Laranjal Paulista. A vítima foi o dono de uma padaria, de 65 anos, morto a tiros na cabeça enquanto abria o estabelecimento.
Após o crime, Matheus passou a usar o nome falso de "John Ricce". Ele foi preso em Gravataí, na Região Metropolitana, junto a companheira, de 30 anos, durante as investigações da morte de Luciani.
Os dois moravam na mesma pousada que a corretora e também onde Alberto havia vivido. A investigação sobre a morte de Luciani ainda não foi concluída e é conduzida pela Delegacia de Roubos e Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, sendo tratada como latrocínio.
Segundo a Polícia Civil, ainda faltam elementos para a formalização completa da conexão entre os dois homicídios.
A corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, estava desaparecida desde o início de março em Florianópolis. Antes de sumir, ela teria enviado mensagens à família com erros gramaticais que não condiziam com seu perfil, como "respentem", "persiguindo", "precionando" e "reornizar", além de ter parado de atender ligações de parentes.
O irmão dela, Matheus Estivalet Freitas, foi o primeiro a desconfiar de irregularidades. O desaparecimento foi formalizado após familiares irem ao apartamento e encontrarem o local fechado, com alimentos em decomposição.
Em 13 de março, a polícia confirmou que parte de um corpo encontrada em um córrego em Major Gercino, no Vale do Rio Tijucas, pertencia à corretora. O reconhecimento foi feito pela família. Segundo o delegado Anselmo Cruz, a morte teria ocorrido entre os dias 4 e 5 de março.
O corpo teria permanecido no apartamento até a madrugada do dia 7, quando foi retirado pelos suspeitos e levado até uma ponte em área rural, onde foi descartado no rio em cinco pacotes.
No dia 12 de março, uma mulher de 46 anos foi presa por suspeita de envolvimento no caso. Três pessoas ao todo foram detidas por participação no crime.
O corpo de Luciani foi liberado nesta quinta-feira (16), mais de um mês após ser encontrado. O translado foi iniciado no mesmo dia, segundo o irmão da vítima, Matheus Estivalet Freitas.
O velório ocorre na capela nove do Cemitério São Vicente, em Canoas, a partir das 9h de sábado (18), com homenagens previstas até as 15h para familiares e amigos próximos.
Fonte: Leonardo Martins/ GZH