
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Brigada Militar (BM), prendeu nesta segunda-feira, 20 de abril, um criminoso que, apesar de foragido, havia sido denunciado pela morte da mulher em 2024. Tanto a prisão quanto o crime ocorreram em Rio Grande. Ações como esta serão intensificadas pelos agentes a partir de agora.
Foram cumpridos mandados de busca e prisão na casa onde o denunciado por feminicídio foi localizado. O coordenador estadual do GAECO, promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, diz que esta prisão deu início ao Projeto Protetor do MPRS para recapturar criminosos foragidos e procurados pelos crimes de feminicídio, estupros ou agressões a vulneráveis e violência contra a mulher. "O preso, que rompeu tornozeleira eletrônica dois dias antes de cometer o feminicídio, tinha na residência onde estava se escondendo rígidos sistemas de segurança, como câmeras e concertinas, exigindo diligências complexas para a confirmação de sua localização. Os drones usados na ação foram fundamentais para monitoramento porque ele tentou fugir, já tinha escadas prontas para pular muros em direção a outros terrenos", destacou o promotor.
PROJETO PROTETOR
O Projeto Protetor é uma iniciativa estratégica do MPRS, coordenada pelo GAECO, destinada à localização, captura e reintegração ao sistema prisional de foragidos da Justiça, com foco em indivíduos de alta periculosidade e grande risco social, especialmente em crimes contra pessoas vulneráveis. Desenvolvido de forma integrada com a Polícia Penal e a BM, o projeto é voltado à recaptura de foragidos ligados a crimes como feminicídio, estupro e rompimento de monitoramento eletrônico, entre outros.
FEMINICÍDIO EM RIO GRANDE
O alvo do GAECO preso nesta segunda-feira em Rio Grande, no âmbito da Operação Protetor, tem extensa ficha criminal. O caso de maior gravidade é o feminicídio de sua ex-companheira, Danielle Moreira Neves, cujo corpo foi localizado nove dias após o rompimento da tornozeleira, em 21 de setembro de 2024. A vítima havia sido registrada como desaparecida em 14 de setembro, e o rompimento do monitoramento ocorreu em 12 de setembro.
O crime foi motivado por ciúmes. Após o investigado ter visualizado mensagens trocadas pela vítima com terceiros, a levou a local ermo, onde efetuou disparos de arma de fogo. A investigação aponta para premeditação, com elevada culpabilidade. O investigado também tem registros por tráfico de drogas (cinco vezes), receptação, associação criminosa, posse irregular de arma de fogo, ameaça (quatro vezes), estupro e descumprimento de medida protetiva. Ele cumpria pena de sete anos de reclusão.
Fonte: MPRS