
Um gesto que pode salvar até quatro vidas, a doação de sangue é gratuita e consiste em um ato de amor e carinho ao próximo. Na tarde desta segunda-feira, o movimento de doadores era moderado no Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul (Hemorgs), no bairro Partenon, em Porto Alegre. O local abastece os estoques de 42 hospitais públicos em todo o Estado e precisa de doadores o ano inteiro.
Nesta segunda, a estudante Letícia Machado, 27 anos, foi até o Hemorgs para fazer sua primeira doação. Um pouco nervosa, fez cara feia quando a enfermeira colocou a agulha, mas logo relaxou com o movimento de abrir e fechar a mão para bombear o sangue até a bolsa.
A enfermeira responsável pelo setor de captação de doadores, Ana Dagord, afirma que o local recebe muitas empresas e grupos de amigos que incluem a doação de sangue em seus cronogramas. Ela também revela que os tipos mais demandados são O positivo e O negativo. “O O negativo não é um sangue tão comum na nossa população e ele é muito usado, principalmente para recém-nascidos e para pacientes com doenças graves. São justamente as pessoas que utilizam mais de uma bolsa, mais de um componente por situação de risco. O O positivo também tem uma demanda grande”, explica. Além dos sangues do tipo O, os chamados RH negativos — ou seja, A negativo, AB negativo e B negativo — são os mais raros de encontrar na população.
Ela revela também que a faixa etária ainda causa dúvidas em quem deseja doar. Podem ser doadores pessoas entre 16 e 69 anos, sendo que os menores de 18 anos devem estar acompanhados pelos pais ou por responsável legal. Além disso, a pessoa deve pesar, no mínimo, 50 kg e ter feito a primeira doação antes dos 60 anos de idade. Os homens podem doar a cada 60 dias, e as mulheres, a cada 90 dias. Outro ponto que costuma gerar confusão é a necessidade de jejum para doar sangue, situação que difere de um exame de sangue. “Pelo contrário, é preciso estar bem alimentado e hidratado, além de ter dormido bem à noite, estar descansado e se sentindo bem de saúde no dia”, orienta
Períodos de férias e feriados prolongados geram preocupação com o nível dos estoques de sangue devido ao menor movimento de pessoas na cidade. Ana afirma que o ideal seria alcançar o índice de 2% da população brasileira como doadora; atualmente, esse índice é de 1,3%. “Se cada um doasse uma vez ao ano, não teríamos problemas.”
As doações são feitas na sede do Hemocentro, na Avenida Bento Gonçalves, nº 3722, bairro Partenon, em Porto Alegre. O horário de atendimento é de segunda à sexta-feira, das 8h às 16h, e um sábado por mês, das 8h às 12h. Os agendamentos podem ser feitos pelo WhatsApp (51) 98405-0426, pelo site do Hemorgs ou pelo e-mail hemorgs@saude.rs.gov.br.
Fonte: Correio do Povo