
Os prognósticos climáticos têm reforçado a perspectiva de um segundo semestre sob influência do El Niño, com a maior dúvida ficando em torno da intensidade. Forças à parte, o fenômeno que se reflete no Rio Grande do Sul na forma de chuvas intensas pode ser enfrentado. Ferramentas de manejo podem minimizar os efeitos em cenários de extremos.
Entram nessa categoria práticas como a do terraceamento, curvas de níveis e cobertura de solo. A agrometeorologista Loana Cardoso, pesquisadora da Secretaria Estadual de Agricultura e coordenadora do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), lembra que essas técnicas são positivas mesmo no cenário de neutralidade ou de escassez hídrica:
— São importantes tanto no déficit quanto no no excesso (de chuva), melhoram a qualidade do solo.
Assistente técnico estadual na áreas de grãos da Emater, Alencar Rugeri completa que os prognósticos climáticos trazem uma oportunidade para que o agricultor possa se precaver. E destaca, assim como Loana, a relevância da cobertura de solo:
— Quanto mais tempo o solo estiver coberto, menor o risco de erosão.
A cobertura do solo ajuda também a melhorar a matéria orgânica. Muitos produtores usam plantas de cobertura, no intervalo entre uma safra e outra. Outros, fazem a sequência de ciclos de verão e inverno.
A agrometerologista lembra que, hoje, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), ainda estamos em condições de neutralidade.
O percentual de chance do El Niño foi ampliado para 90% a partir do fim do inverno (que oficialmente ocorre em 22 de setembro).
Fonte: GZH