NACIONAL
21/04/2026 às 10:25 por Patrick Siede


Turistas ficam presos no Vidigal, no Rio, durante operação contra o Comando Vermelho

Turistas ficam presos no Vidigal, no Rio, durante operação contra o Comando Vermelho
Foto: Divulgação / Ministério Público do Estado da Bahia

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro realizada contra chefes do Comando Vermelho gerou intenso tiroteio na comunidade do Vidigal, na zona sul da capital carioca, na manhã desta segunda-feira (20). Conforme o g1, criminosos interditaram a Avenida Niemeyer com um ônibus atravessado e contêineres da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). A via ficou bloqueada até as 6h50min, quando um comboio da Polícia Militar escoltou motoristas na região.

Por conta da ação, cerca de 200 turistas ficaram presos no alto do Morro Dois Irmãos, local que costuma ser acessado durante a madrugada para ver o nascer do sol. A trilha começa no alto da comunidade. A situação foi controlada por volta das 7h20min e o grupo deixou a favela em segurança, sob a orientação dos guias que os acompanhavam. 

Segundo testemunhas, a manhã foi marcada por tiroteios que se espalharam pelo morro causando apreensão. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um helicóptero sobrevoando o Vidigal em voos rasantes durante o confronto. Em algumas gravações, é possível ouvir os disparos enquanto a aeronave passa pela região.

Alvo fazia festa na região

Segundo a Polícia Civil, agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) participaram da operação, coordenada pelo Ministério Público da Bahia. O objetivo era cumprir mandados contra chefes do Comando Vermelho responsáveis pelo tráfico de drogas no sul baiano.

De acordo com o g1, o principal alvo era Edinaldo Pereira Souza, o Dada, apontado como líder do tráfico na região de Caraíva. Em 2024, ele fugiu de um presídio na Bahia com outros 15 presos e passou a se esconder na Rocinha, em São Conrado. Recentemente, alugou uma casa no Vidigal, comunidade vizinha, e recebia familiares e amigos para uma festa. Na fuga, deixou parentes e amigos para trás. Monitorado pelo Ministério Público baiano, Dada teve a movimentação identificada, o que levou à operação no Rio.

Fonte: GZH


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