
Passados dois anos da enchente histórica que desalojou cerca de 1,5 mil pessoas em Santa Maria, o município entra na fase final de seu cronograma de reassentamento. O balanço mais recente da prefeitura aponta que mais de mil pessoas, divididas em 290 famílias, já deixaram os abrigos e o regime de aluguel social para ocupar habitações definitivas.
A mudança dessas famílias foi possível graças a uma soma de esforços. A maior parte das casas (182) veio pelo programa Minha Casa, Minha Vida Reconstrução, do governo federal. Além disso, a prefeitura usou R$ 17 milhões do próprio caixa para comprar outras 90 moradias, agilizando a entrega para quem não se encaixava nas regras federais.
A ajuda também veio de fora do governo. Entre parcerias com empresas e campanhas solidárias, como a Fé no Rio Grande, outras 18 famílias ganharam novos lares. Com tantas entregas, o número de pessoas que dependem do Aluguel Social despencou: das 340 famílias que precisaram do auxílio no início, hoje restam apenas 17, que aguardam os últimos papéis para a mudança.
No centro dessa reestruturação está a Vila Canários, apontada como a área mais crítica na tragédia climática de 2024. A desocupação da região, localizada na zona norte, já atinge 95% de conclusão. Desde julho de 2025, a prefeitura mantém um cronograma de demolição das 135 casas condenadas, uma medida para evitar que o terreno seja reocupado.
Apesar do avanço, o processo ainda enfrenta resistências pontuais: oito famílias residentes na vila ainda não aderiram às propostas de troca ou compra apresentadas pelo poder público. Enquanto isso, o foco da Secretaria de Habitação volta-se agora para as últimas quatro famílias que já aceitaram o reassentamento e aguardam apenas a finalização da compra dos imóveis para deixar a área de risco definitivamente.
Fonte: GZH