POLÍCIA
08/05/2026 às 21:00 por Ana Carolina Zago


UFMT suspende estudante após suspeita de lista com classificação de alunas como ‘estupráveis’

UFMT suspende estudante após suspeita de lista com classificação de alunas como ‘estupráveis’
Reprodução/Metrópoles

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) suspendeu preventivamente um estudante do primeiro semestre de direito suspeito de envolvimento na criação de uma lista que classificava alunas como “estupráveis”. A medida cautelar foi determinada pela Direção da Faculdade de Direito na quarta-feira (6/5), após à repercussão de mensagens misóginas atribuídas a estudantes da instituição. O nome do aluno não foi divulgado.

Segundo a universidade, o afastamento tem caráter preventivo, válido até a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado para apurar o caso.

De acordo com a universidade, a decisão foi tomada diante da gravidade das mensagens, que continham ameaças de violência sexual e referências à intenção de abusar de colegas do curso.

“A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) repudia veementemente qualquer manifestação, prática ou tentativa de naturalização da violência, da misoginia e de qualquer forma de violação de direitos humanos no âmbito de sua comunidade acadêmica. A Instituição reafirma seu compromisso inegociável com a promoção de um ambiente seguro, ético, inclusivo e respeitoso para todas as pessoas, especialmente no enfrentamento à violência de gênero”, informou a UFMT em nota.

Ainda segundo a universidade, a suspensão tem como objetivo preservar a segurança da comunidade acadêmica e garantir a regularidade do ambiente institucional durante a investigação.

A decisão também prevê medidas protetivas às possíveis vítimas e o encaminhamento do caso à Comissão de Processo Disciplinar Estudantil, responsável pela condução da apuração administrativa. A instituição ressaltou que o estudante terá direito ao contraditório e à ampla defesa.

Troca de mensagens

O caso veio à tona após o vazamento de conversas em aplicativos de mensagens, nas quais estudantes discutiam a elaboração de uma lista classificando calouras como “estupráveis”.

A coluna obteve acesso aos prints das conversas e, em um deles, o envolvido diz: “Vou brocar uma na primeira semana”. Em resposta ao comentário feito pelo colega em que diz ter “gótica e roqueira” no curso de engenharia, ele ainda responde: “Na minha tem também. Com piercing na boca. Vou molestar.”

A repercussão provocou indignação entre universitários, que realizaram protestos e espalharam cartazes no campus cobrando punição aos responsáveis.

Fonte: Metrópoles 


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