
O custo da cesta básica aumentou em todas as 27 capitais brasileiras pelo segundo mês consecutivo, conforme a pesquisa mensal divulgada pela Conab e pelo Dieese, referente a abril de 2026. Em Porto Alegre, o conjunto dos alimentos básicos chegou a R$ 811,82, com alta de 1,50% em relação a março.
Com esse valor, a capital gaúcha aparece como a sexta cesta básica mais cara do Brasil, atrás apenas de São Paulo, Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis e Campo Grande. Apesar da alta mensal, Porto Alegre registra queda de 2,69% no acumulado de 12 meses, mas ainda acumula elevação de 3,52% em 2026.
O levantamento mostra que, em abril, um trabalhador porto-alegrense remunerado pelo salário mínimo precisou trabalhar 110 horas e 11 minutos para comprar os produtos da cesta básica. O valor comprometeu 54,14% do salário mínimo líquido, já descontada a contribuição previdenciária.
No cenário nacional, São Paulo teve a cesta mais cara do país, com R$ 906,14, seguida por Cuiabá, com R$ 880,06, e Rio de Janeiro, com R$ 879,03. Já os menores valores foram registrados em Aracaju, São Luís e Maceió.
Entre março e abril, as maiores altas foram observadas em Porto Velho, com 5,60%, Fortaleza, com 5,46%, Cuiabá, com 4,97%, Boa Vista, com 4,36%, Rio Branco, com 4,05%, e Teresina, com 4,02%.
Segundo a análise, produtos como leite integral, batata, feijão, tomate, pão francês, carne bovina e arroz pressionaram os preços em boa parte das capitais. O Dieese estima que, em abril de 2026, o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.612,49, equivalente a 4,70 vezes o piso nacional de R$ 1.621,00.
Redação do Grupo Sepé