
De acordo com boletim da Secretária Estadual de Saúde (SES) divulgado nesta segunda-feira, o Rio Grande do Sul registrou uma morte por contaminação pelo hantavírus em 2026. Conforme a SES, neste ano, o Estado contabilizou dois casos que ocorreram na zona rural, um na cidade de Antônio Prado (confirmação laboratorial) e outro na cidade Paulo Bento (confirmação clínica epidemiológica), sendo que esse último levou a pessoa a óbito.
Ambos os casos não tem relação com surto em navio que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde.
Ao longo dos anos, o RS tem observado um crescimento do número de casos da doença, mas nada alarmante. Em 2025, foram 8 casos, em 2024, 7 e em 2023, 6. Dos últimos seis anos, o período em que mais casos foram identificados foi em 2022.
Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o risco de propagação do hantavírus para a população é "absolutamente baixo". "Trata-se de um vírus perigoso, mas unicamente para a pessoa realmente infetada”, diz comunicado da OMS.
Conforme a OMS e o Ministério da Saúde do Brasil, o Hantavírus se manifesta da seguinte maneira em sua fase inicial:
Fase cardiopulmonar e transmissão
Na fase cardiopulmonar, quando os sintomas se avançam, os sintomas são:
No geral, o Hantavírus é transmitido pela interação de humanos com as secreções de roedores. No caso da cepa Andes, a transmissão pode ocorrer quando se tem um contato prolongado e próximo com alguém que está infectado.
A OMS explica que a fase inicial é quando o vírus teria maior capacidade de ser transmitido entre humanos e normalmente as transmissões ocorrem entre familiares ou parceiros. O Ministério da Saúde alerta que o período de transmissibilidade do hantavírus no homem é desconhecido. O período de incubação do vírus, ou seja, o período que os primeiros sintomas começam a aparecer a partir da infecção, é, em média, de 1 a 5 semanas, com variação de 3 a 60 dias.
Fonte: Correio do Povo