
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Pequim nesta quarta-feira (13), a bordo do avião oficial, o Air Force One, para uma aguardada cúpula com o presidente chinês, Xi Jinping, em meio a tensões envolvendo comércio, Taiwan, Inteligência Artificial (IA) e a guerra entre Israel, EUA e Irã. Esta é a primeira visita de um presidente dos EUA à China em quase nove anos.
O encontro entre Trump e Xi estava marcado para o final de março, mas foi adiado devido à guerra no Oriente Médio, que teria, entre os objetivos, além de projetar Israel, barrar a expansão econômica da China na Ásia Ocidental.
A agenda deve ser dominada pela tentativa de consolidar a trégua comercial firmada no ano passado, após meses de escalada tarifária que levaram as tarifas entre os dois países a até 145% antes do acordo fechado em outubro, durante encontro entre Trump e Xi na Coreia do Sul. A Casa Branca sinalizou que os governos podem anunciar a extensão da trégua e discutir a criação de um "Conselho de Comércio". Pequim também pode ampliar compras de produtos agrícolas americanos, carne bovina e aeronaves da Boeing.
A visita ocorre enquanto o conflito com o Irã pressiona a popularidade de Trump e eleva os preços globais de energia após o fechamento do Estreito de Ormuz. Apesar disso, o republicano minimizou o tema e disse que o Irã "está sob controle". Trump também quer discutir um eventual acordo nuclear envolvendo EUA, China e Rússia.
Taiwan deve ser outro ponto central do encontro. Pequim critica o pacote de US$ 11 bilhões em armas aprovado pelos EUA para a ilha, considerada pela China parte de seu território. O jornal oficial chinês Peoples Daily afirmou que Taiwan é a "primeira linha vermelha" nas relações bilaterais.
Para alguns analistas, a disputa comercial e tecnológica entre Washington e Pequim pode ser aproveitada pelo Brasil para melhorar a posição do país no cenário global, em especial, devido ao fato de o país ter a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo, com cerca de 22%, atrás apenas da China.
Antes da chegada do presidente americano, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reuniu-se na Coreia do Sul com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, para tratar de comércio e economia.
Fonte: Jornal do Comércio