
O Rio Grande do Sul tem registrado aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), segundo consta no novo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (14).
Os dados analisados pela Fundação contabilizam casos entre 3 e 9 de maio: foram 275 casos respiratórios. Na comparação com a semana anterior, houve aumento de 31 registros. Apesar do avanço dos casos, no Estado, a cobertura vacinal é de apenas 36%.
O cenário mantém o RS no nível de alerta. Esse é o primeiro patamar de gravidade. No entanto, conforme os pesquisadores, com o crescimento dos casos a previsão é para que o Estado passe ao nível de risco.
— Observamos que o crescimento de casos deve se intensificar, já que estamos no período de maior circulação de vírus. Infelizmente, há previsão de mudança para o patamar de risco no Rio Grande do Sul — explicou a pesquisadora Tatiana Portella, do boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz.
O vírus da Influenza A é o principal causador dos casos em adultos. Também segue em circulação o Rinovírus, afetando principalmente crianças e adolescentes de até 14 anos, e o vírus sincicial respiratório (VSR), em crianças menores de dois anos.
Ainda conforme a especialista, a situação reforça a necessidade de vacinação:
— A principal forma de prevenção contra agravamentos e óbitos pelo vírus sincicial e Influenza A é a vacinação. Por isso, é essencial que as pessoas com maior risco de agravamento por esses vírus se imunizem. No SUS, a vacina contra o VSR é aplicada em gestantes a partir da 28ª semana e protege os bebês principalmente durante os seis primeiros meses de vida. Já contra a gripe é destinada aos grupos prioritários.
Conforme dados do Ministério da Saúde, foram aplicadas 1.142.371 doses no RS até o momento desta publicação.
Fonte: GZH