
Se o resultado da safra de soja do Rio Grande do Sul não foi tudo aquilo que se esperava no início do ciclo, também não está na relação dos piores desempenhos. Com a colheita chegando a 95% dos 6,24 milhões de hectares semeados, segundo a Emater, a produção vai se encaminhando para a casa das 19 milhões de toneladas.
Para a Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja-RS), poderá até haver um leve reajuste para cima, com o volume final ficando em 19,5 milhões de toneladas. Na estimativa apresentada em março, a Emater trabalhava com a perspectiva de 19,02 milhões de toneladas, o que representava uma redução média de 11,3% sobre o número do começo da safra (21,44 milhões de toneladas).
- A partir da divulgação, as condições climáticas foram sendo favoráveis, embora tenham persistido problemas. A percepção é de que inclusive tem regiões onde melhorou (o resultado em relação à expectativa de março) - pondera Claudinei Baldissera, presidente da Emater.
Em produtividade, estima-se média estadual de 47,8 sacas por hectare. A maior dificuldade se consolidou, como já mostrou a coluna, na regional de Santa Rosa, onde o volume colhido é 27% menor do que a expectativa inicial.
Em média, se colheu um pouco melhor do que se imaginava (em março). O que está ruim é o preço - observa Ireneu Orth, presidente da Aprosoja-RS.
A variação cambial é um os fatores que pesam sobre o preço da saca de soja em reais.
A média de produtividade gaúcha, no entanto, fica abaixo das de outros grandes produtores. A Bahia, por exemplo, chegou a recordes 71 sacas por hectare na atual safra.
No RS as lavouras ainda por colher são aquelas que tiveram um plantio mais tardio, por vezes em uma segunda safra após cultivo inicial do milho.
Fonte: GZH