
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 18, que o Brasil precisa acelerar o mapeamento e a exploração de terras raras e minerais críticos, considerados estratégicos para a indústria de tecnologia, energia e defesa. A declaração foi feita durante cerimônia de entrega de novas linhas do acelerador de partículas Sirius, em Campinas, São Paulo. Segundo Lula, o país ainda conhece apenas parte do próprio potencial mineral e precisa avançar em pesquisas para identificar melhor suas reservas.
As terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos utilizados na produção de equipamentos como smartphones, turbinas, baterias, componentes eletrônicos e sistemas de defesa. Apesar do nome, esses elementos não são necessariamente raros, mas apresentam dificuldade de extração, por estarem dispersos e misturados a outros minerais. O Brasil possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo, mas ainda enfrenta o desafio de avançar na etapa industrial, especialmente no processamento, hoje liderado pela China.
Ao comentar o cenário internacional, Lula afirmou que o Brasil está aberto a parcerias com diferentes países, incluindo China, Estados Unidos, Alemanha, França e Japão. No entanto, ressaltou que qualquer cooperação deve respeitar a soberania nacional. “Os minerais críticos são nossos, as terras raras são nossas e a gente quer explorar aqui dentro”, afirmou o presidente.
Lula também defendeu que o Brasil não repita o modelo histórico de exportação de commodities sem agregação de valor. Segundo ele, a exploração desses minerais deve incluir processamento e industrialização no país, com geração de tecnologia, emprego e riqueza.
Durante o evento, o presidente também defendeu investimentos em ciência e educação. Para Lula, o Estado precisa identificar áreas estratégicas e orientar a formação de profissionais conforme as necessidades do país.
Redação do Grupo Sepé com informações do G1 RS