
O Hospital Regional das Missões (HRM) registrou aumento nos atendimentos ambulatoriais de pacientes com sintomas gripais e respiratórios nas últimas semanas. A informação foi repassada pelo médico infectologista do HRM, Dr. Sergio Jaskulski, ao Grupo Sepé. O médico relaciona o crescimento dos casos à sazonalidade do período de outono e início do inverno, além da baixa adesão às vacinas contra Influenza e Covid-19.
Segundo o infectologista, a maioria dos casos atendidos é considerada leve, com sintomas como coriza, dor no corpo e mal-estar. Nessas situações, o tratamento costuma ser ambulatorial, com medicação para uso em casa e sem necessidade de internação.
Apesar do aumento na procura, o número de pacientes internados ainda é baixo. Atualmente, o hospital conta com três pacientes internados por complicações respiratórias. Dois deles apresentam Síndrome Respiratória Aguda Grave, conhecida como SARA, uma complicação associada a pneumonias virais. Outro paciente está internado em razão de pneumonia viral, sem quadro de maior gravidade.
A maior procura por atendimento envolve crianças, adultos e idosos. Entre os idosos, a preocupação é maior em pacientes com comorbidades, como diabetes e hipertensão. Já entre as crianças, o aumento dos casos está ligado à convivência em ambientes fechados, como escolas, que favorecem a transmissão de vírus respiratórios.
O HRM mantém um plano de contingência para eventual crescimento no número de internações. De acordo com Dr. Jaskulski, esse planejamento é revisado todos os anos, e a equipe acompanha diariamente os atendimentos no Pronto Atendimento e os pacientes internados para identificar qualquer mudança no cenário.
A principal orientação do hospital à população é a prevenção. O infectologista reforça que as vacinas contra Influenza e Covid-19 são seguras, eficazes e reduzem de forma significativa o risco de pneumonia grave e necessidade de internação em UTI.
Além da vacinação, o médico recomenda higiene frequente das mãos e uso de álcool gel. Segundo ele, os vírus respiratórios podem ser transmitidos tanto pela tosse quanto pelo contato com secreções, como ao limpar o nariz e tocar superfícies. “Vacinação, higiene de mãos e uso do álcool gel seguem sendo medidas fundamentais”, reforçou o infectologista.
Redação do Grupo Sepé