
Uma idosa foi encontrada morta dentro de casa na manhã desta sexta-feira (22) na Rua Sete, no bairro Bom Jesus, na zona leste de Porto Alegre. Ela foi identificada como Cecilia Zonta de Castro, 72 anos.
O neto da vítima, de 26 anos e que não teve a identidade divulgada, procurou o 11º Batalhão da Brigada Militar e confessou o crime. Em seguida, ele levou os policiais até o local onde a idosa foi encontrada morta. Ele foi preso.
Aos policiais militares, ele teria relatado que a avó estava muito agitada durante a madrugada e que, por isso, não conseguia dormir.
De acordo com a delegada Thais Dequech, que atendeu ocorrência, o jovem cuidava dos avós, que estavam com a saúde debilitada, mas seguiam lúcidos.
— As informações que chegaram até o momento é de que ele estava cansado da situação da avó, de ter que sempre socorrer e atender ela, a situação, as questões da idade dela — disse ela.
A delegada afirma ainda que não há registro de agressões anteriores:
— As testemunhas também não indicam uma situação de violência ou ameaça entre as partes.
A suspeita inicial é de que a idosa tenha sido morta por asfixia. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) foi acionado e vai apontar a causa da morte.
Thais Dequech acrescentou ainda que o jovem não era usuário de drogas nem de álcool.
A Polícia Civil informou que o caso vai ser investigado como feminicídio por envolver violência doméstica contra uma mulher:
— Por se tratar de uma vitima mulher, por ocorrer em situação de violência doméstica, no contexto familiar, essa questão familiar entre as partes, está sendo tratado como feminicídio.
Com o caso desta sexta-feira, o Rio Grande do Sul chega ao 34º caso de feminicídio desde o início deste ano. O número de assassinatos de mulheres nesse contexto já superou o total de casos entre janeiro e maio do ano passado, quando foram registrados 30 feminicídios no Estado.
O caso anterior havia sido registrado também em Porto Alegre, no bairro Santa Tereza. Isabella Borges da Rosa Pacheco, 22 anos, foi morta com um tiro no rosto. O suspeito, Nicollas Ronald Moraes dos Santos, 23 anos, tinha antecedentes por lesão corporal.
Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.
Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.
Em Porto Alegre, a Delegacia da Mulher na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências).
As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado.
É possível registrar o fato pela Delegacia Online, sem ter que ir até a delegacia, o que também facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.
Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.
Para orientação quanto aos seus direitos e deveres, a vítima poderá procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).
Espaços de acolhimento/atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul atende o cidadão em qualquer uma de suas Promotorias de Justiça pelo Interior, com telefones que podem ser encontrados no site da instituição.
Neste espaço, é possível acessar o atendimento virtual, fazer denúncias e outros tantos procedimentos de atendimento à vítima.
Fonte: GZH