
O Rio Grande do Sul entrou em nível de alto risco para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG. A classificação foi divulgada nesta quinta-feira, 28, em novo boletim da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz. O cenário de alerta é provocado pelo aumento das internações e pela baixa adesão à vacinação contra a gripe. A campanha de imunização contra a influenza encerra neste sábado, 30, mas apenas 42% do público-alvo recebeu a dose no Estado.
A adesão é considerada baixa pela Secretaria Estadual da Saúde. Menos da metade dos idosos e das gestantes procurou os postos de vacinação. Entre as crianças, apenas uma em cada quatro foi imunizada. Apesar da baixa procura, há vacinas disponíveis. Somente nesta semana, o Rio Grande do Sul recebeu um lote com mais de 530 mil doses.
Em 2026, o Estado já registrou mais de 4,8 mil internações por síndrome respiratória. A doença causou 322 mortes no Rio Grande do Sul. Especialistas alertam que a queda nas temperaturas favorece a circulação dos vírus respiratórios e que a vacina é a principal forma de prevenir casos graves e internações em UTI.
Algumas cidades já adotam medidas diante do avanço dos casos. Em Capão Bonito do Sul, um surto de gripe atingiu 50 alunos e provocou o cancelamento das aulas por dois dias. Em Santo Ângelo, nas Missões, o uso de máscara voltou a ser obrigatório em unidades de saúde.
Em Passo Fundo, a vacinação foi ampliada para o público em geral. Já Santa Maria abriu novos pontos de imunização para o fim de semana. Mesmo após o fim oficial da campanha, a aplicação das doses continuará nos postos de saúde enquanto houver estoque.
Redação do Grupo Sepé com informações do G1 RS