POLÍCIA
15/06/2026 às 12:11 por João Gomes


Morte em salto sem corda: instrutores presos dizem não saber quem falhou na checagem

Morte em salto sem corda: instrutores presos dizem não saber quem falhou na checagem
Foto: Reprodução/TV Globo

Jovem de 21 anos morreu após ser lançada sem equipamento de segurança; polícia investiga caso como homicídio com dolo eventual.

A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jumping em Cordeirópolis, no interior de São Paulo, segue sob investigação da Polícia Civil. O caso ganhou repercussão após o programa Fantástico exibir, no domingo, 14, trechos dos depoimentos dos três instrutores presos.

Nos relatos, os envolvidos afirmaram não se lembrar de quem era o responsável pela instalação e pela conferência do equipamento de segurança antes do salto. A vítima morreu após ser lançada de uma ponte sem estar presa à corda. Imagens registradas por testemunhas mostram o momento em que a jovem é erguida e arremessada pelos instrutores, sem a conexão ao sistema de segurança.

De acordo com a investigação, o rope jumping é uma modalidade que utiliza cordas estáticas, sem elasticidade, gerando um movimento de balanço após a queda, semelhante a um pêndulo. Diferente do bungee jump, em que a corda elástica permite oscilações verticais.

Em depoimento, um dos instrutores presos relatou que os saltos eram cobrados ao valor de R$ 180 e que não havia uma divisão fixa de funções entre os integrantes da equipe. Segundo ele, a conferência dos equipamentos era feita de forma compartilhada, sem um responsável definido. Questionado se realizou a checagem no salto da vítima, afirmou não se lembrar.

Outro instrutor declarou que também participava do processo de verificação, mas igualmente disse não recordar se fez a conferência no momento do acidente.

A Polícia Civil trata o caso como homicídio com dolo eventual, quando há assunção do risco de provocar a morte, mesmo sem intenção direta. Dos seis responsáveis pela atividade, três permanecem presos, incluindo os instrutores que participaram do lançamento da jovem.

O advogado dos detidos afirmou que os clientes estão em estado de choque e não conseguem explicar o ocorrido. Segundo a defesa, eles já atuavam há anos na atividade e nunca haviam registrado situação semelhante.

A investigação também apura o desaparecimento de uma câmera que estaria com a vítima no momento do salto. O equipamento não foi localizado até o momento.

O corpo de Maria Eduarda foi sepultado no domingo, 14, no município de Jandira, na Grande São Paulo.

Redação do Grupo Sepe com informações de G1/Fantástico


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