POLÍTICA
20/06/2026 às 13:28 por Patrick Siede


Bolsonaro tem melhora no quadro de saúde e PT pede que ex-presidente volte à prisão

Bolsonaro tem melhora no quadro de saúde e PT pede que ex-presidente volte à prisão
Foto: WILTON JUNIOR / ESTADÃO / CP

Um boletim médico divulgado ontem, 19, aponta evolução no tratamento do Jair Bolsonaro, com melhora no ombro operado e nas crises de soluço. Em paralelo, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo Lula no Congresso Nacional, pediu a revogação da prisão domiciliar do ex-presidente, citando episódio em que a escolta impediu a intimação policial.

O relatório fisioterapêutico descreve sessões realizadas entre 15 e 17 de junho. Bolsonaro demonstrou "maior disposição física em comparação às semanas anteriores", fato associado à ausência de episódios de soluço nos dias anteriores ao atendimento. O documento aponta redução de dor e ganho de mobilidade.

Efeitos do tratamento e alerta médico

Em relação ao soluço, os médicos afirmam que houve boa resposta ao tratamento. O documento aponta, porém, efeitos colaterais dos remédios: sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal. O pedido de revogação da domiciliar é o segundo registrado por Lindbergh. O argumento desta sexta-feira se alicerça no impedimento de intimação do ex-presidente. Um delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) foi até a casa de Bolsonaro para intimá-lo a prestar depoimento sobre a arma apreendida com um de seus seguranças. No entanto, a escolta de Jair o barrou.

Pressão política e o pedido do PT

Para o deputado, a prisão domiciliar não protege Bolsonaro de ações do Estado e a escolta não tem o direito de barrar a polícia. O episódio, segundo Lindbergh, mostra que a domiciliar não está funcionando e que Bolsonaro deveria voltar a cumprir pena em presídio, com atendimento médico garantido. 

Bolsonaro foi condenado pelo STF a uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. No fim de março, ele obteve autorização para permanecer me prisão domiciliar humanitária monitorada pelo prazo de 90 dias devido à situação grave de saúde. 

Fonte: Correio do Povo


Compartilhe essa notícia: