
A mediana das estimativas do mercado financeiro para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 14% ao ano, conforme o relatório Focus. Há um mês, a projeção era de 13,50%. Considerando apenas as 33 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a mudanças recentes no cenário econômico, a mediana para o encerramento deste ano também ficou em 14%.
Para 2027, a estimativa intermediária do Focus seguiu em 12% ao ano. Um mês antes, a projeção estava em 11,50%. Já entre as 32 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana recuou de 12,25% para 12%. O Comitê de Política Monetária do Banco Central promoveu cortes de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros nas três primeiras reuniões de 2026, levando a Selic para 14,25% ao ano.
No comunicado da reunião de junho, publicado na última quarta-feira, o Copom voltou a destacar a incerteza do cenário econômico. O colegiado afirmou que a magnitude total do atual ciclo de calibração da Selic será definida com base em novas informações, com o objetivo de assegurar a convergência da inflação à meta. As projeções para os anos seguintes também permaneceram estáveis no relatório. Para o fim de 2028, a mediana continuou em 10,50%, ante 10% há um mês. Já a estimativa para 2029 seguiu em 10% pela nona semana consecutiva.
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Alterações na taxa influenciam o custo do crédito, os investimentos, o consumo das famílias e o ritmo da atividade econômica.
Redação do Grupo Sepé com informações do Jornal do Comércio