
Sistema da Justiça Eleitoral aponta desfiliação do senador do PL e ingresso no Missão; campanha contesta alteração e acionou o TSE.
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrentou um impasse nesta quinta-feira, 13, para registrar sua candidatura nas eleições de 2026. Uma alteração no sistema da Justiça Eleitoral indica que ele teria deixado o Partido Liberal e se filiado ao Missão, situação que a campanha afirma ser resultado de uma fraude.
Conforme os registros, Flávio teria se desfiliado do PL na quarta-feira, 12, e ingressado no Missão no mesmo dia. A legenda já registrou Renan Santos como candidato à Presidência.
A mudança cadastral inviabilizou, até o momento, o encaminhamento do registro de Flávio pelo PL. Como as convenções partidárias terminaram em 5 de agosto, uma eventual candidatura por outra legenda não poderia ser formalizada nas condições apresentadas pelo sistema.
A equipe do senador identificou o problema ao acessar os sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reunir a documentação necessária ao registro. A campanha afirma que Flávio não deixou o PL e pretende solicitar à Polícia Federal a abertura de inquérito para investigar a alteração.
A advogada da campanha, Maria Claudia Bucchianeri, afirmou à GloboNews que considera a mudança cadastral fraudulenta e informou que o TSE já foi acionado. O caso aguarda análise do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques. Segundo ela, ainda não é possível determinar como ocorreu a alteração ou quem seria responsável.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também classificou o episódio como uma falsificação.
O impasse ocorre às vésperas do encerramento do prazo para registro das candidaturas. Partidos, federações e coligações têm até sábado, 15 de agosto, para apresentar à Justiça Eleitoral os pedidos de registro dos candidatos que disputarão as eleições de outubro.
Até esta quinta-feira, seis candidaturas à Presidência constavam como registradas: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
Redação do Grupo Sepé com informações de GZH