INTERNACIONAL
19/08/2026 às 11:29 por João Gomes


Exército israelense investigará morte de menina palestina em Gaza

Exército israelense investigará morte de menina palestina em Gaza
Foto: Tiziana Fabi / AFP / CP

Caso de Hind Rajab, de cinco anos, ganhou repercussão internacional e inspirou filme premiado e indicado ao Oscar.

O Exército de Israel determinou, nesta quarta-feira, 19, a abertura de uma investigação criminal sobre a morte da menina palestina Hind Rajab, de cinco anos, ocorrida na Faixa de Gaza em 2024. O caso ganhou repercussão internacional e, posteriormente, inspirou o filme A Voz de Hind Rajab.

O corpo da criança foi encontrado dentro de um veículo atingido por diversos disparos na Cidade de Gaza. A localização ocorreu dias depois do último contato de Hind, em 29 de janeiro de 2024, quando ela permaneceu durante horas ao telefone com integrantes do Crescente Vermelho Palestino enquanto aguardava socorro.

Segundo o Exército israelense, a decisão de abrir a investigação ocorreu após uma análise das conclusões reunidas sobre o episódio. As autoridades militares apontaram supostas falhas relacionadas à coordenação do deslocamento da ambulância enviada pelo Crescente Vermelho Palestino para prestar atendimento.

“Após uma análise das conclusões e devido a supostas falhas na coordenação do deslocamento da ambulância do Crescente Vermelho Palestino, decidiu-se iniciar uma investigação criminal sobre o incidente”, informou o Exército.

A morte de Hind tornou-se um dos casos de maior repercussão envolvendo crianças palestinas durante o conflito na Faixa de Gaza. Sua história chegou posteriormente ao cinema por meio da produção franco-tunisiana A Voz de Hind Rajab.

O longa conquistou o Leão de Prata no Festival Internacional de Cinema de Veneza e também foi indicado ao prêmio de Melhor Filme Internacional na última cerimônia do Oscar.

Com a abertura da investigação, as circunstâncias envolvendo a morte da criança e a operação de resgate deverão ser analisadas pelas autoridades militares israelenses.

Redação do Grupo Sepé com informações de Correio do Povo


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