
Gabriel Souza (MDB) foi o quarto e último candidato ao governo do Rio Grande do Sul a participar das entrevistas individuais propostas pela TV Record. Em 30 minutos de conversa com Samuel Vettori, apresentador do Balanço Geral, o postulante ao governo do RS focou no projeto de continuidade e na extensão do prazo de não pagamento da dívida.
O candidato apontou que, entre as candidaturas com representação no Congresso, todas as coligações fizeram parte em algum momento da base neste último mandato de Eduardo Leite (PSD), que tem Gabriel como vice-governador. O postulante ao Piratini ironizou a postura dos concorrentes que criticam a gestão. “Eu comparo com um engenheiro que ajudou a projetar um prédio e que, depois de pronto, vai lá criticar o projeto que ajudou a fazer”, comentou.
Em relação à dívida com a União, o candidato reforçou por diversas vezes que irá aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Também destacou o desejo de prorrogar a suspensão do pagamento da dívida, que foi uma medida concedida ao Estado após a enchente de 2024 e está vigente até abril de 2027.
Sobre os principais investimentos na área da educação que deve buscar caso seja eleito, Gabriel Souza indicou o foco na educação técnica profissionalizante. “O nome do programa é Profissão na Mão, em que vamos criar 80.000 vagas de ensino técnico no RS usando este recurso da renegociação da dívida do estado com a União”, apontou.
O candidato defendeu os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do RS, que é um tópico que tem sido alvo de críticas dos adversários. Ainda no campo da educação, Gabriel reforçou a ideia de utilizar Parcerias Público Privadas (PPPs) para cuidados serem responsáveis pela infraestrutura das escolas. “Os diretores passam boa boa parte do seu tempo cuidando de um cano furado, de uma telha que caiu, quer dizer, de obras físicas. Vamos liberar o diretor disso, chamando a iniciativa privada para fazer serviços de obras”, declarou o candidato.
Também utilizando o recurso proveniente da possível extensão da suspensão da dívida, Gabriel reforçou o repasse de uma fatia para a agroindústria, buscando uma maior estabilidade nas safras, evitando que as estiagens afetem a rotatividade deste mercado na economia. “Não tenho como controlar o tempo, infelizmente, nem mesmo as estiagens, mas eu tenho como oferecer ao produtor a irrigação e manejo do solo, melhorar a qualidade do seu solo para produzir mais”, argumentou o candidato.
No escopo do combate aos altos índices de feminicídios, o emedebista indicou uma expansão no sistema de acolhimento às vítimas de violência e uma mudança na análise de risco. “Hoje, usamos os dados da segurança pública, com boletins de ocorrência compartilhados com o Ministério Público e o Judiciário. Eu quero incluir dados dos postos de saúde e dados da educação e da assistência social. Uma agente comunitária que nota sinais de violência no bairro que atua vai poder ir lá e reportar nesse sistema”, declarou Gabriel Souza.
Gabriel finalizou a sequência de entrevistas, que tiveram a ordem definida através de sorteio. As entrevistas anteriores foram de Luciano Zucco (PL) na segunda-feira (17), Juliana Brizola (PDT) na terça (18) e Marcelo Maranata na quarta (19).
Fonte: Correio do Povo