
Às vésperas de comemorarmos o Dia Internacional da Mulher, a cidade e o País enfrentam dificuldades para o atendimento. Se por um lado cresceu o número de denúncias de maus tratos e de violência doméstica, por outro diminuem-se as possibilidades de assistência diante de um País que enfrente escassez de recursos. Em 2019 foram realizados 250 atendimentos à mulher em Santo Ângelo, nos mais diversos casos. A informação é da Coordenadoria Municipal de Políticas para as Mulheres. O município conta com uma rede de proteção e programas de atendimento. Mas, não possui casa abrigo para aquelas que precisam de acolhimento. A casa foi implantada na gestão anterior, mas, no segundo semestre de 2017 o convênio não foi renovado.
A atual coordenadora, Simone Lunkes, disse que o custo de manutenção de uma casa abrigo é muito alto, e os casos em que há necessidade de acolhimento são muito baixos. “Os casos em que se necessitou a proteção em casa abrigo não justificam um alto custo mensal para manutenção de uma casa abrigo”, disse, acrescentando que por este motivo o convênio que a mantinha foi rompido. “Era um local alugado, em convênio com a União. No primeiro trimestre que atuei na Coordenadoria foram apenas quatro casos que precisavam de acolhimento. Então optamos por um remanejamento e mudança de perfil de atendimento”, disse SimoneLunkes, titular da Coordenadoria Municipal de Políticas para as Mulheres. Segundo ela, a casa de acolhimento que existia era provisória.
“Os últimos casos foram levados para hotel e depois disso estamos buscando uma alternativa, pois trata-se de um serviço oneroso”, destacou. O carro rosa, adquirido na época da implantação da Coordenadoria da Mulher tambémfoi trocado. Foi remanejado para a Secretaria de Saúde e, em seu lugar, foi adquirido um gol. “O carro rosa era uma spin, um veículo confortável para viagens longas. E a Coordenadoria da Mulher não realizada viagens assim. Realizamos mais atendimento no município. Foi feito uma permuta com a Secretaria de Saúde para que os pacientes que viajam para atendimento fora da cidade pudessem utilizar, até porque o custo dele foi apenas uma parte pelo convênio, o restante o município pagou”, destacou.
O QUE É
A Casa Abrigo oferta o serviço de acolhimento institucional para mulheres vítimas de violência doméstica, familiar ou nas relações íntimas de afeto com risco de morte, bem como de seus dependentes. E pode acolher mulheres em situação de violência doméstica e familiar com risco de morte, acompanhadas ou não.
QUEM PODE ACOMPANHAR A MULHER?
a) dependentes do sexo masculino, até doze anos de idade incompletos, nos termos do art. 2° da Lei nº 8.069/1990;
b) dependentes do sexo feminino, sem limitação de idade.
Fonte: Jornal A Tribuna | Grupo Sepé de Comunicação