ELEIÇÕES 2026
25/08/2026 às 20:00 por Ana Carolina Zago


Candidatos ao Senado no RS avaliam campanha e projetam horário eleitoral

Candidatos ao Senado no RS avaliam campanha e projetam horário eleitoral
Foto : Mauro Shaefer/ CP Memória

A campanha eleitoral das Eleições 2026 iniciou-se no dia 16 de agosto com os candidatos indo às ruas para conversar com o eleitorado, apresentar suas propostas e, assim, conseguir o maior número de votos possível. Os candidatos ao Senado Federal avaliaram positivamente sua primeira semana de campanha e destacaram suas estratégias e expectativas para o horário eleitoral, que se inicia na sexta-feira (28).

Confira o que falou cada candidato ao Senado, por ordem alfabética:

Frederico Antunes (PSD) afirma que os primeiros passos da campanha são os de exposição para apresentar com quem o candidato anda, o que já fez, a experiência e o que imagina que tem como compromisso a ser praticado na função, passos que estão sendo dados desde o período pré-eleitoral. “Foram 120 dias de pré-eleitoral, dizendo que sou pré-candidato. E agora falamos sobre o nosso número, nossas ideias, com quem andamos, como é que nós vamos trabalhar.” Conforme Antunes, ele está lastreando a caminhada, enaltecendo a importância da representação do Estado no Senado da República. “Também tenho comentado que um senador que não está no Rio Grande do Sul não é senador do Estado. Então eu vou procurar fazer aquilo que eu venho fazendo ao longo dos meus mais de 30 anos de vida pública, interiorizando as minhas atividades para ter mais conhecimento no chão da fábrica.”

Germano Rigotto (MDB) afirmou que sua primeira semana de campanha foi de muita motivação e mobilização. “Nós andamos por Gravataí, São Jerônimo, General Câmara, Porto Alegre, em um dia. E o mais importante que eu vejo é o carinho das pessoas; eu fiquei afastado um tempo, a minha última eleição foi em 2018 como vice do Meirelles, e quando eu volto, eu volto principalmente com o carinho pelo recall, pelo trabalho, por tudo aquilo que eu fiz ao longo do tempo como deputado estadual, federal, governador.” Para Rigotto, o horário eleitoral tem um fator que faz com que muita gente que não conhece os candidatos ou suas propostas passe a acompanhar mais. “O horário eleitoral faz com que muitos definam seus votos, então tem um peso grande; não tem o peso que tinha em eleições anteriores, pois a rede social agora entra muito forte.”

Manuela d’Ávila (PSol) afirmou que a campanha é sempre um momento muito dinâmico e feliz, em que os candidatos começam a encontrar as pessoas mais dispostas e conectadas com as propostas. “Eu gosto muito de conversar com as pessoas, de ouvir as pessoas, isso ajuda a gente também a ir aperfeiçoando a campanha, mostrando as ideias de uma maneira mais clara. Foi uma ótima semana.”

“Vai ser um belíssimo programa eleitoral que a gente vai apresentar com todas as nossas propostas”, disse.

Marcel van Hattem (Novo) avaliou a primeira semana como positiva. “Nós saímos com uma perspectiva excelente de vitória. Sanderson e eu levando a nossa mensagem, que é de recuperar o protagonismo do Estado, alinhado também com a vontade do brasileiro e também do gaúcho de reequilibrar os Três Poderes.” Segundo Van Hattem, seu eleitorado já o conhece por suas redes sociais, e o público da televisão passará a conhecê-lo por meio dos programas eleitorais. “Eles focarão na minha história, nas minhas propostas e naquilo que nós queremos combater lá no Senado, como já faço na Câmara dos Deputados.”

O candidato dividirá o tempo de televisão e rádio com a coligação formada com o PL, PP, Republicanos e Podemos.

Milton Cardoso (PSDB) classifica a própria campanha como diferente dos concorrentes. “Todos eles estão com dinheiro público. Os que são deputados usam dinheiro público com a estrutura, carro, motorista, gasolina, hospedagem, alimentação. A minha campanha é uma campanha franciscana.” Milton afirma que terá 30 segundos na televisão e no rádio para dar um recado e está trabalhando junto às lideranças. “Você não vai ver os banners espalhados aí pela cidade. É uma campanha modesta, mas eu trago comigo o que é mais importante, que é o compromisso, honestidade e biografia limpa.”

Paulo Pimenta (PT) avaliou a primeira semana como muito positiva, pois teve a oportunidade de poder dar sequência ao trabalho que era feito na pré-campanha. “A campanha começa a ter um ritmo. E a expectativa é que agora a campanha evolua. Mas para mim foi muito boa. Estou muito confiante, muito entusiasmado de poder alcançar o objetivo que é a eleição.” Para Pimenta, a campanha tem várias etapas. Uma delas é o início na televisão, em que ela ganha muito mais visibilidade. “A partir desse ponto, o eleitorado também começa a despertar. A eleição para o Senado tradicionalmente é uma eleição em que o eleitorado define o voto mais na reta final, especialmente neste ano, em que são dois votos. Então, certamente, a partir do dia 28, a tendência é que a gente tenha outro ritmo.”

Para Renato Jaguarão (Cidadania), as pessoas ainda não entraram na eleição, o que costuma acontecer nos primeiros dias do mês de setembro. “A gente está aguardando, eu estou trabalhando muito com as redes sociais neste primeiro momento, viajando muito pelo interior do Estado, visitando as pessoas, que é o que a gente tem que fazer, corpo a corpo.” Jaguarão afirmou que, como seu espaço é muito pequeno, optou por não fazer propaganda na TV e no rádio, mas focará nas redes sociais. “Hoje todo cidadão tem acesso às informações, à notícia, à divulgação na palma da mão. Então eu fiz uma opção, uma estratégia de campanha, de colocar todo o foco e todo o recurso possível nas redes sociais e deixar de lado a TV, que é importante, a gente sabe, mas é um custo muito caro e eu acredito que o retorno hoje através das redes sociais é maior.”

Ubiratan Sanderson (PL) disse que, nesta primeira semana de campanha, concentrou suas atividades em Porto Alegre e na Região Metropolitana. “Minha visibilidade na Capital é menor, visto que fixei residência em Porto Alegre apenas em 2003. Portanto, priorizei agendas em municípios como Canoas, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Alvorada e Gravataí. Contudo, nas próximas seis semanas, adotarei um sistema de rodízio estratégico entre a Capital, a Região Metropolitana e o interior.” Sanderson reforçou que, com o início do horário eleitoral gratuito nesta sexta-feira, o PL contará com um tempo expressivo, o que considera fundamental para a apresentação da candidatura. “Acredito que o programa eleitoral permitirá que meu nome seja conhecido em todas as regiões do Rio Grande do Sul, apresentando minha história, minha atuação de 25 anos na Polícia Federal e o trabalho desenvolvido nos oito anos de mandato parlamentar, além de minhas propostas para o Senado Federal.”

Fonte: Correio do Povo 


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