ELEIÇÕES 2026
25/08/2026 às 19:55 por Ana Carolina Zago


Juliana Brizola escolhe Alberto Kopittke para plano de segurança

Juliana Brizola escolhe Alberto Kopittke para plano de segurança
Fotos: Fernando dos Santos

A escolha foi feita pessoalmente por Juliana e reflete o modelo que a candidata pretende adotar no Estado: uma política de segurança planejada com rigor, orientada por dados e construída a partir da integração entre as forças policiais, da prevenção social, da atuação nos territórios mais vulneráveis e da participação das comunidades.

“Quero uma segurança pública que tenha método, planejamento e capacidade de apresentar resultados concretos. O Alberto representa essa visão: enfrentar a violência com inteligência, integração e avaliação permanente, protegendo de verdade quem mais precisa”, afirma Juliana.

Quando o trabalho começou em Niterói, em 2018, o município apresentava índices de violência letal superiores aos da capital fluminense. Desde então, segundo os dados apresentados pela equipe responsável pelo programa, a cidade reduziu as mortes violentas em quase 70% e os roubos em mais de 80%. Atualmente, registra aproximadamente metade da violência letal verificada na cidade do Rio de Janeiro.

RS MULHER SEGURA

Um dos resultados que mais chamou a atenção de Juliana foi o enfrentamento à violência contra as mulheres. Niterói chegou à marca de 17 meses consecutivos sem registro de feminicídio. A proteção das mulheres também foi definida como uma das cinco prioridades da nova etapa da política municipal de segurança, com metas estabelecidas até 2030.

A experiência de Kopittke já está sendo incorporada à construção do RS Mulher Segura, conjunto de propostas apresentado por Juliana Brizola para transformar o enfrentamento à violência contra as mulheres em prioridade permanente do Estado.

O programa parte de uma mudança de lógica: agir antes que a violência termine em feminicídio. A proposta prevê integrar Segurança Pública, Saúde e Assistência Social em um sistema permanente de prevenção, proteção e acompanhamento das mulheres em situação de violência.

Entre as medidas está a implantação de um protocolo estadual de avaliação de risco, inspirado em experiências internacionais como o modelo espanhol VioGén. A partir de um questionário estruturado, cada caso poderá ser classificado conforme o grau de risco (baixo, médio, alto ou extremo) permitindo definir um plano individual de proteção e concentrar a atuação do Estado onde o perigo é maior.

O RS Mulher Segura também prevê monitoramento dos agressores, fiscalização efetiva das medidas protetivas, retirada de armas em situações de risco, acompanhamento psicológico das vítimas, fortalecimento da rede de acolhimento e políticas de autonomia financeira para que as mulheres consigam romper o ciclo da violência.

Kopittke é referência nacional nessa área e autor de um dos poucos manuais brasileiros sobre prevenção ao feminicídio elaborado a partir de evidências científicas. Sua experiência contribuirá diretamente para a construção e implementação dessas políticas no Rio Grande do Sul.

“A proteção das nossas mulheres será coordenada pelo gabinete da governadora. Não podemos mais esperar uma mulher ser assassinada para o Estado agir. Precisamos identificar o risco antes, acompanhar cada caso e garantir que nenhuma mulher fique sozinha depois de pedir ajuda. O RS Mulher Segura nasce com esse objetivo: usar inteligência, integração e tecnologia para proteger as mulheres antes que seja tarde”, destaca Juliana.

Para a candidata, essa mesma lógica deve orientar toda a política de segurança pública do Estado.

“Não podemos tratar a segurança pública com improviso nem repetir medidas que já demonstraram não funcionar. Vamos reunir especialistas, profissionais das forças de segurança e representantes da sociedade para construir soluções adequadas à realidade do Rio Grande do Sul. Tenho mestrado em Ciências Criminais, especialização em Segurança Pública e a missão é muito clara: utilizar dados, ciência e inteligência para prevenir a violência, enfrentar o crime e proteger a população”, afirma.

Sob a coordenação de Kopittke, o plano de segurança segue sendo aprimorado com a participação de especialistas, integrantes das forças policiais e diferentes setores da sociedade. O objetivo é combinar repressão qualificada ao crime, prevenção da violência, valorização dos profissionais e monitoramento permanente dos resultados.

Fonte: Ascom/Juliana Brizola 


Compartilhe essa notícia: