
Para as eleições de 2026, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou 508 candidaturas de pessoas com deficiência. O número representa 2,4% do total de mais de 20,7 mil candidaturas.
O percentual é quase um terço do registrado entre a população brasileira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 7,3% dos brasileiros possuem alguma deficiência, o que configura 14,4 milhões de pessoas.
O número deste ano superou o registrado nos últimos pleitos. Em 2024, apenas 1% das candidaturas era de pessoas com deficiência. Em 2022, o percentual foi de 1,6%.
A baixa representatividade não fica só nas candidaturas. Um levantamento feito pelo R7 Planalto apontou que menos de 1% dos políticos eleitos nas últimas três eleições para os legislativos federal, estadual e municipal eram PcDs.
Na hora do eleitor com deficiência ir às urnas, outra dificuldade para consolidar a participação popular na tomada de decisões. A abstenção de PcDs é cerca de 13% maior que no eleitorado geral. Nos últimos dois pleitos (2024 e 2022), a abstenção geral girava em torno de 21%, enquanto a dos eleitores com deficiência em torno de 34%.
Fonte: R7