GERAL
05/09/2026 às 08:46 por Patrick Siede


PF aponta que Cláudio Castro recebeu vantagens para favorecer Refit

PF aponta que Cláudio Castro recebeu vantagens para favorecer Refit
Foto: Marcelo Regua

A Polícia Federal (PF) apontou, em relatório da Operação Sem Refino 2, que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro teria recebido vantagens indevidas em troca da atuação de órgãos estaduais em favor da refinaria Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. A defesa de Castro nega qualquer irregularidade.

Segundo a investigação, entre as supostas vantagens estão R$ 10,5 mil em caviar, o pagamento do aluguel da residência de Castro na Barra da Tijuca e o uso de uma mansão em Petrópolis, onde teria sido construída uma adega personalizada avaliada em R$ 245 mil.

O relatório teve o sigilo retirado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e serviu de base para a autorização de 16 mandados de busca e apreensão. A operação investiga possíveis fraudes na concessão de licenças ambientais para a Refit, além de lavagem de dinheiro e conexões entre agentes públicos e empresários.

De acordo com a PF, mensagens obtidas em celulares apreendidos indicariam que Castro mantinha contato com responsáveis por licenças ambientais e teria atuado para agilizar liberações de interesse da refinaria e prejudicar concorrentes. Os investigadores também afirmam que bens de luxo teriam sido registrados em nome de terceiros para ocultar patrimônio e custear despesas pessoais do ex-governador.

A PF cita ainda que Castro pagaria R$ 10 mil de aluguel por uma cobertura na Barra da Tijuca, enquanto o valor de mercado estimado seria de cerca de R$ 25 mil. O imóvel teria sido adquirido por uma empresa por R$ 3,4 milhões pouco depois de sua criação.

Em nota, a defesa de Cláudio Castro afirmou que os imóveis possuíam contratos regulares e negou ligação entre os episódios e a Refit. Sobre o caviar, informou que a encomenda teria sido feita por um amigo após Castro deixar o governo. A defesa também pediu que o ex-governador seja ouvido pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos.

Redação do Grupo Sepé com informações da Agência Brasil 


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