
O candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), esteve por cerca de três horas em Santa Maria no fim da tarde e início da noite desta quarta-feira (9). Em sua segunda passagem pelo município desde o período de pré-campanha, Zucco participou de caminhadas pelo centro da cidade e visitou comitês de candidatos a deputado estadual e federal da coligação O Rio Grande Pode Mais.
Durante as manifestações para a militância e em atendimento à imprensa, o candidato apresentou propostas para áreas como saúde, segurança pública e infraestrutura.
Regionalização da saúde
Na saúde, Zucco respondeu sobre a superlotação dos hospitais e defendeu a regionalização dos atendimentos, o fortalecimento das instituições de saúde do interior e maior participação financeira do Estado, que hoje não cumpre o mínimo constitucional.
Entre as alternativas está a adoção de um modelo inspirado no SUS Paulista, iniciativa adotada na gestão do governador Tarcísio de Freitas que prevê a complementação de recursos para ampliar e agilizar consultas com especialistas, exames e cirurgias. A medida poderia contribuir para enfrentar a demanda represada no Rio Grande do Sul, que possui mais de 800 mil pessoas aguardando algum tipo de atendimento.
“O Estado precisa fortalecer as especialidades e ser parceiro dos prefeitos. Hoje, os municípios estão colocando mais recursos do que deveriam, enquanto o governo estadual não está cumprindo nem o mínimo constitucional”, afirmou.
Zucco também lembrou que a situação da saúde em Santa Maria foi apresentada durante as edições do Força Gaúcha, programa de escuta das demandas de diferentes regiões do Estado. Segundo ele, os problemas enfrentados pelo município e pela Região Central receberão atenção prioritária em um eventual governo.
Combate às facções
Na segurança pública, o candidato respondeu sobre a atuação das facções criminosas e os recentes episódios de insegurança registrados em Santa Maria e nos municípios da Quarta Colônia. Zucco afirmou que as organizações criminosas dominam parte do sistema prisional e utilizam os presídios para articular crimes como homicídios, sequestros, ataques virtuais e o tráfico de drogas.
“Hoje, a primeira pergunta feita para um preso não é qual foi o crime que ele cometeu ou quanto tempo vai ficar preso, mas de qual facção ele participa. Essas facções se organizam dentro dos presídios, e é dali que sai a organização de sequestros, homicídios e crimes virtuais”, declarou.
O candidato afirmou que pretende adotar uma política de tolerância zero contra as facções, com o isolamento das principais lideranças criminosas e, quando necessário, a transferência de integrantes para presídios federais.
Obras estratégicas para a Região Central
Na área de infraestrutura, Zucco ressaltou a importância de o próximo governador ter força de articulação política junto ao governo federal para destravar obras consideradas estratégicas para a Região Central, como intervenções nas BRs 392 e 290. Ele citou especialmente a necessidade de avançar na duplicação da BR-290, uma das principais ligações entre Santa Maria e Porto Alegre.
O candidato também defendeu maior fiscalização sobre a concessão da RSC-287. Para Zucco, além de um diálogo mais transparente com a concessionária responsável pela rodovia, será necessário fortalecer a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), garantindo o cumprimento dos contratos e dos prazos estabelecidos para as obras.
“Na 287 temos vários pedágios, mas melhorias que estão sendo projetadas para 2040. Isso não pode acontecer. Vamos sentar com a concessionária, cobrar resultados e ter uma agência reguladora forte para fiscalizar as concessões”, afirmou.
Zucco lembrou ainda que Santa Maria já teve protagonismo no transporte ferroviário e defendeu a retomada do debate sobre a diversificação dos modais de transporte no Estado. Segundo ele, a malha ferroviária gaúcha, que já chegou a aproximadamente 3,5 mil quilômetros, atualmente possui cerca de 920 quilômetros em operação.
Nova agenda de desenvolvimento
Ao tratar do cenário político, o candidato afirmou que o Rio Grande do Sul e o Brasil precisam de governos comprometidos com uma agenda de direita, voltada à responsabilidade fiscal, à redução do número de secretarias e ao crescimento econômico. Zucco lembrou que o resultado das administrações de esquerda são aumento de impostos, inflação, irresponsabilidade fiscal, crescimento dos gastos públicos e inchaço da máquina estatal.
“O Rio Grande do Sul é o Estado que menos cresceu nos últimos 20 anos. Precisamos de um governo que dialogue com Brasília, mas que também cobre resultados, tenha responsabilidade com as contas públicas e estabeleça uma nova agenda de desenvolvimento”, concluiu.
Fonte: Ascom/Luciano Zucco