
Neste 14 de setembro, a Rádio Sepé Tiaraju AM 540 completa 49 anos de uma história construída junto à comunidade. Uma trajetória que começou em 1977 com uma proposta ousada para a época: colocar no ar uma emissora moderna, de grande alcance e capaz de inaugurar uma nova fase da radiodifusão missioneira.
A potência já estava na origem da Sepé. Quando iniciou suas transmissões, a emissora operava com 5 kW, enquanto a outra rádio existente em Santo Ângelo trabalhava com 250 watts. Havia, naquele período, um movimento para que o município ganhasse uma nova e potente estação.
Dois anos depois, em 1979, a capacidade foi ampliada. “A rádio passou a operar com 10 kW, tornando-se a mais potente emissora da região”, recorda o fundador Luiz Valdir Andres.
Era o início de uma história que faria da força do sinal apenas uma das dimensões da potência da Rádio Sepé.
A inovação também esteve presente na maneira de fazer jornalismo. O primeiro repórter da AM 540 foi Carlos Roberto Fontoura. Conforme suas memórias, foi em 1º de maio de 1978, que a emissora realizou sua primeira reportagem com transmissão externa ao vivo.
Para os padrões tecnológicos daquele período, colocar uma unidade móvel nas ruas representava uma grande novidade. Era o início de um jornalismo “ousado, moderno e interativo”.
A possibilidade de transmitir diretamente de diferentes pontos aproximou ainda mais a rádio da população e abriu espaço para iniciativas como o Comando nos Bairros, posteriormente denominado Sepé nos Bairros, atualmente remodelado, o Estúdio Sepé com a unidade móvel direto das comunidades.
Essa proximidade se transformaria em uma característica permanente da emissora: estar onde a notícia acontece e abrir seus microfones para a comunidade.
Programas que nasceram nos primeiros anos também atravessaram gerações. Aldeia Global e Panorama Debates, entre as atrações mais tradicionais da programação, permanecem como parte da identidade construída pela Rádio Sepé.
Ao longo de quase cinco décadas, a Rádio Sepé acompanhou profundas transformações tecnológicas e também mudou.
A emissora que nasceu no AM tornou-se a base para a formação do Grupo Sepé de Comunicação, que atualmente reúne a Rádio Sepé, a Clube FM, o jornal A Tribuna Regional, a revista Tribuna VIP, o portal de notícias do Grupo Sepé e suas diferentes plataformas digitais, que somam mais de 260 mil seguidores entre Facebook, Instagram e TikTok, ultrapassando a marca de 26 milhões de visualizações ao mês.
Se antes a voz da emissora dependia exclusivamente das ondas do rádio, hoje a programação também chega ao público por transmissões em vídeo, site, aplicativo e redes sociais.
As fronteiras físicas também foram superadas. Conforme os dados históricos utilizados pela emissora, o sinal da Sepé alcança mais de 380 municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Pela internet, a programação ultrapassa as fronteiras brasileiras e mantém conexão com ouvintes em países como Argentina, Chile, Uruguai, Estados Unidos e Itália.
São diferentes tecnologias para preservar uma essência que permanece a mesma: estar perto das pessoas.
A relação com a comunidade é um dos elementos que ajudam a explicar a longevidade da Rádio Sepé.
Diariamente, milhares de pessoas acompanham a programação pelo AM 540 e pelas plataformas digitais. O público está tanto na cidade quanto no campo e encontra na emissora informação, prestação de serviço, opinião, entretenimento e espaços permanentes de participação.
Os ouvintes telefonam, enviam mensagens, apresentam demandas, sugerem pautas e debates e compartilham os acontecimentos de suas comunidades. Mais do que audiência, essa participação ajudou a construir uma relação de proximidade entre a Sepé e diferentes gerações.
A programação acompanha essa diversidade. Jornalismo, política, economia, saúde, esporte, agronegócio, prestação de serviço, música e entretenimento integram uma grade que atravessa a semana e mantém o compromisso com informação séria e responsável.
A história da Rádio Sepé também é marcada pela capacidade de acompanhar as mudanças da comunicação. Entre os próximos capítulos está o processo de migração do AM para a frequência modulada (FM), dentro da adaptação das outorgas das emissoras de ondas médias.
A mudança representa uma nova etapa tecnológica, com perspectiva de melhor qualidade de áudio e transmissão e de adaptação aos novos hábitos de consumo do rádio. O processo depende dos trâmites junto ao Ministério das Comunicações, com expectativa da emissora de que a migração possa ocorrer em 2027.
A transformação, porém, não significa abandonar a história construída no AM. Representa justamente levar para uma nova frequência o patrimônio de credibilidade acumulado ao longo de quase cinco décadas.
Atualmente, a direção-geral está a cargo do jornalista Luiz Valdir Andres; a direção de Jornalismo, do jornalista Zizo Andres; a direção Comercial, de Alini Wilges; e a coordenação de Jornalismo, do jornalista Patrick Siede.