INTERNACIONAL
15/09/2026 às 19:50 por Ana Carolina Zago


Guerra com o Irã já custou US$ 38 bilhões aos Estados Unidos, aponta CBO

Guerra com o Irã já custou US$ 38 bilhões aos Estados Unidos, aponta CBO
Foto : Mandel Ngnan / POOL / AFP / CP

A guerra com o Irã custa aos Estados Unidos cerca de 38 bilhões de dólares (R$ 195 bilhões) até 1º de agosto, informa, nesta terça-feira, o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês), um organismo apartidário. O conflito começou com os ataques americanos e israelenses contra o Irã no fim de fevereiro.

"Até 1º de agosto de 2026, o conflito armado com o Irã custou ao Departamento de Defesa aproximadamente 38 bilhões de dólares", informa o CBO em um relatório.

A entidade acrescenta que, dependendo da intensidade das hostilidades, os custos mensais poderiam se situar entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões) ou mais se a guerra continuar. Os números refletem o custo de substituir as munições gastas e o equipamento perdido em combate, assim como o aumento do preço dos combustíveis para as forças armadas, entre outros fatores, destaca o informe.

Análise e projeções do CBO

A análise foi elaborada após um pedido de informações feito por vários legisladores democratas. Em julho, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, estima que a guerra com o Irã tenha custado 37,5 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 190 bilhões, na cotação da época).

Impacto econômico e inflação

Nesta terça-feira, o CBO estima que o principal efeito econômico do conflito com o Irã tem a ver com as pressões inflacionárias devido às interrupções no abastecimento de petróleo e gás natural. O Irã responde à ofensiva com o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial para o trânsito de hidrocarbonetos, o que faz disparar seus preços.

O CBO agora estima que a inflação no primeiro trimestre do próximo ano será 0,5 ponto percentual maior que o que tinha projetado em fevereiro, em referência ao índice de preços dos gastos de consumo pessoal.

Fonte: Correio do Povo


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