POLÍCIA
16/09/2026 às 19:20 por Ana Carolina Zago


Mulher de 47 anos morre após ingerir produto agrícola em Vitória das Missões

Mulher de 47 anos morre após ingerir produto agrícola em Vitória das Missões
Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira, 16, Márcia Rosa das Dores, 47 anos, morreu após a ingestão de um produto agrícola em uma propriedade rural no interior de Vitória das Missões.

Segundo o companheiro de Márcia, a vítima teria ingerido um secante de contato, herbicida utilizado em lavouras, que estava armazenado em uma garrafa.

De acordo com a versão contada pelo homem, na noite anterior, apenas ele teria ingerido bebidas alcoólicas. Logo após, o casal jantou e assistiu a um filme em casa. A mulher foi dormir por volta das 2h da madrugada. Por volta das 7h da manhã, Márcia teria acordado o companheiro dizendo que estava passando mal e pediu ajuda.

Para a polícia, o homem disse que, no início, ofereceu água à vítima e preparou um chá de boldo. Com a piora do quadro, resolveu levá-la ao médico. Márcia foi levada para a UPA de Entre-Ijuís. Por conta do agravamento, houve transferência para o Hospital de Santo Ângelo. Ao chegar ao hospital, ela já estava sem vida.

Investigação

A delegada Elaine Maria da Silva é responsável pela investigação do caso e relatou que a Polícia Civil trabalha agora para esclarecer como ocorreu a ingestão do produto e se há alguma responsabilidade criminal relacionada ao caso. No momento, conforme a investigação, não há elementos que indiquem um caso de feminicídio.

Apesar disso, todas as hipóteses continuam sendo apuradas pela investigação, enquanto novas diligências são realizadas.

Um dos principais elementos aguardados é o resultado da necropsia, que será realizada pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP). O exame deve auxiliar na confirmação da causa da morte e apontar possíveis informações sobre a substância ingerida e seus efeitos no organismo.

Segundo a Polícia Civil, os laudos periciais poderão esclarecer as circunstâncias do caso, confirmar ou afastar as versões apresentadas até agora e orientar os próximos passos da investigação.

Redação do Grupo Sepé com informações da GZH 


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