INTERNACIONAL
24/09/2026 às 11:33 por João Gomes


Jornalistas seguem barrados na Casa Branca mesmo após decisão judicial

Jornalistas seguem barrados na Casa Branca mesmo após decisão judicial
Foto: Evan Vucci/Reuters

CNN, MS NOW e Politico relatam que profissionais tiveram entrada negada nesta quinta-feira, mesmo após Justiça determinar restituição das credenciais.

Jornalistas da CNN, MS NOW e Politico voltaram a ser impedidos de entrar na Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira, 24, mesmo após uma decisão da Justiça dos Estados Unidos determinar o restabelecimento imediato das credenciais dos profissionais dos três veículos.

O juiz federal Timothy Kelly determinou que o governo do presidente Donald Trump devolvesse as credenciais e suspendeu por 14 dias a aplicação da medida que havia retirado o acesso dos jornalistas. O magistrado considerou que a proibição provavelmente viola garantias constitucionais e apontou problemas no devido processo adotado para a retirada das credenciais.

Apesar da ordem, profissionais dos três veículos relataram que continuaram sem conseguir acessar o complexo da Casa Branca nesta quinta-feira. Um repórter do Politico, por exemplo, afirmou ter sido impedido de entrar no local.

Trump anunciou a proibição em 18 de setembro. O presidente acusou os veículos de divulgarem informações falsas. Já representantes do governo argumentaram no processo que a medida estava relacionada a preocupações com a segurança nacional.

Na decisão, Kelly afirmou que não encontrou suporte factual suficiente para relacionar a retirada das credenciais à proteção da segurança nacional. O magistrado também observou que declarações do próprio presidente associavam a decisão ao conteúdo publicado pelos veículos.

CNN, MS NOW e Politico recorreram à Justiça alegando violação das garantias de liberdade de expressão e de imprensa previstas na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, além de questionarem a falta de oportunidade para contestar previamente a retirada das credenciais.

A disputa judicial continua. A ordem temporária concedida por Kelly tem validade de 14 dias, salvo nova determinação da Justiça.

Redação do Grupo Sepé com informações de G1


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