POLÍTICA
03/10/2026 às 17:37 por Redação


Campanha de Juliana Brizola leva ao Ministério Público Eleitoral denúncia de ataques coordenados na reta final do 1º turno

Campanha de Juliana Brizola leva ao Ministério Público Eleitoral denúncia de ataques coordenados na reta final do 1º turno
Foto: Fernando dos Santos

Ligações automáticas com pesquisa falsificada, levantamento eleitoral adulterado e material apócrifo nas ruas foram reunidos em notícia-crime protocolada na Procuradoria Regional Eleitoral do RS

A candidata ao governo do Rio Grande do Sul Juliana Brizola (PDT) e a Coligação Com o Povo protocolaram neste sábado (3), na Procuradoria Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, uma notícia-crime eleitoral contra os responsáveis, ainda não identificados, por uma série de ataques à candidatura a menos de 24 horas da votação.

Desde a noite de sexta-feira (2), eleitores de diferentes cidades gaúchas relatam ter recebido ligações automáticas com a mesma gravação. A mensagem se apresenta como "pesquisa com duas questões" e afirma: "Você sabia que a Juliana Brizola perde para o Zucco no segundo turno da eleição para o governo do Rio Grande do Sul?". Em seguida, pergunta: "Sabendo dessa informação você ainda votaria nela?"

A gravação apresenta um resultado inventado como fato e o usa para tentar mudar o voto de quem atende. As chamadas partem de números diferentes. Em alguns casos, eleitores que retornaram a ligação foram atendidos pelos titulares das linhas, que disseram não ter feito chamada nenhuma. Isso indica que os números podem ter sido mascarados, prática conhecida como spoofing. Depois que a campanha alertou o público nas redes sociais, dezenas de eleitores relataram espontaneamente ter recebido a mesma ligação.

Ao mesmo tempo, passou a circular por aplicativos de mensagens a imagem de uma pesquisa eleitoral com números inventados, em uma página com logotipo do PDT. Desde o início da semana, a campanha também identificou em Porto Alegre adesivos e lambe-lambes apócrifos com mensagens para desmobilizar o voto em Juliana Brizola.

A notícia-crime pede que o Ministério Público Eleitoral identifique quem planejou, contratou, financiou e executou a operação. Também pede o rastreamento técnico da origem real das chamadas junto às operadoras. Quem receber a ligação ou o material falso pode registrar a denúncia no aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, e guardar prints, gravações, número de origem e horário da chamada.

 

Fonte: Ascom Juliana Brizola


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