
Ligações automáticas com pesquisa falsificada, levantamento eleitoral adulterado e material apócrifo nas ruas foram reunidos em notícia-crime protocolada na Procuradoria Regional Eleitoral do RS
A candidata ao governo do Rio Grande do Sul Juliana Brizola (PDT) e a Coligação Com o Povo protocolaram neste sábado (3), na Procuradoria Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, uma notícia-crime eleitoral contra os responsáveis, ainda não identificados, por uma série de ataques à candidatura a menos de 24 horas da votação.
Desde a noite de sexta-feira (2), eleitores de diferentes cidades gaúchas relatam ter recebido ligações automáticas com a mesma gravação. A mensagem se apresenta como "pesquisa com duas questões" e afirma: "Você sabia que a Juliana Brizola perde para o Zucco no segundo turno da eleição para o governo do Rio Grande do Sul?". Em seguida, pergunta: "Sabendo dessa informação você ainda votaria nela?"
A gravação apresenta um resultado inventado como fato e o usa para tentar mudar o voto de quem atende. As chamadas partem de números diferentes. Em alguns casos, eleitores que retornaram a ligação foram atendidos pelos titulares das linhas, que disseram não ter feito chamada nenhuma. Isso indica que os números podem ter sido mascarados, prática conhecida como spoofing. Depois que a campanha alertou o público nas redes sociais, dezenas de eleitores relataram espontaneamente ter recebido a mesma ligação.
Ao mesmo tempo, passou a circular por aplicativos de mensagens a imagem de uma pesquisa eleitoral com números inventados, em uma página com logotipo do PDT. Desde o início da semana, a campanha também identificou em Porto Alegre adesivos e lambe-lambes apócrifos com mensagens para desmobilizar o voto em Juliana Brizola.
A notícia-crime pede que o Ministério Público Eleitoral identifique quem planejou, contratou, financiou e executou a operação. Também pede o rastreamento técnico da origem real das chamadas junto às operadoras. Quem receber a ligação ou o material falso pode registrar a denúncia no aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, e guardar prints, gravações, número de origem e horário da chamada.
Fonte: Ascom Juliana Brizola