
Forma mais grave da peste é causada pela bactéria Yersinia pestis e pode provocar pneumonia severa, mas responde ao tratamento precoce com antibióticos.
A morte de uma pesquisadora de 28 anos que trabalhava em um instituto dedicado ao estudo da peste e de outros patógenos perigosos na Rússia levantou questionamentos sobre a peste pneumônica. A cientista morreu após desenvolver uma pneumonia de origem ainda considerada desconhecida pelas autoridades russas.
O caso ocorreu na Sibéria, onde outras pessoas foram colocadas em quarentena. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou estar em contato com autoridades russas para obter informações sobre os testes realizados e possíveis implicações para a saúde pública. Conforme a entidade, com as informações disponíveis até o momento, o risco para a população em geral parece ser baixo.
A peste pneumônica é uma infecção pulmonar rara provocada pela bactéria Yersinia pestis. É considerada a forma mais grave da peste e, diferentemente da peste bubônica, pode ser transmitida diretamente entre pessoas por gotículas respiratórias expelidas por um paciente infectado.
Os sintomas podem surgir rapidamente, inclusive dentro de 24 horas após a infecção. Entre os principais sinais estão febre, calafrios, dor de cabeça, dores pelo corpo, fraqueza, fadiga e dificuldade para respirar. Náuseas, vômitos e diarreia também podem ocorrer. Sem tratamento, a doença apresenta elevado risco de morte.
Apesar da gravidade, existem antibióticos capazes de combater a infecção. O tratamento costuma durar entre 10 e 14 dias, e o início precoce da medicação, especialmente nas primeiras 24 horas após o aparecimento da doença, aumenta as chances de recuperação.
A peste ficou historicamente conhecida pela chamada “Peste Negra”, responsável por milhões de mortes na Europa durante o século XIV. A doença, porém, não desapareceu e casos ainda são registrados atualmente.
O avanço dos antibióticos e das medidas de vigilância tornou o controle da infecção muito mais eficiente. Desde a década de 1990, a maior parte dos casos humanos ocorre na África.
Em relação à situação registrada na Rússia, a OMS avalia, até o momento, que o risco para a população em geral é baixo. Pessoas que tiveram contato próximo com um paciente infectado podem ser monitoradas pelas autoridades de saúde e receber antibióticos preventivamente.
Profissionais responsáveis pelo atendimento de pacientes com peste pneumônica também devem utilizar equipamentos de proteção individual. A orientação para pessoas próximas a casos confirmados é evitar contato direto com o paciente e ter cuidado especialmente com fluidos corporais.
Redação do Grupo Sepé com informações de CNN Brasil