
Milhares de apoiadores vestidos de verde e amarelo lotaram o Largo Glênio Peres, no Centro Histórico de Porto Alegre, nesta quarta-feira (14), para participar do ato político em apoio ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro. Liderada pelo governador eleito Luciano Zucco, a mobilização reuniu senadores dos três estados do Sul, deputados estaduais e federais, além dos governadores eleitos do Paraná, Sergio Moro, de Santa Catarina, Jorginho Mello, e de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Por volta das 17h, horário previsto para o início do evento, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, abriu os discursos. Em seguida, os senadores eleitos Carol de Toni, Deltan Dallagnol, Felipe Barros, Marcel van Hattem e Ubiratan Sanderson pediram a mobilização dos gaúchos e falaram sobre a representatividade da direita no Senado.
Os três governadores eleitos também discursaram e abordaram os desafios que o Rio Grande do Sul precisa enfrentar para retomar o desenvolvimento, além das expectativas em relação ao governo de Zucco. Eles também criticaram a falta de atenção do atual governo federal a pautas consideradas estratégicas para o Estado, como o agronegócio, a renegociação da dívida com a União e os investimentos em infraestrutura rodoviária e ferroviária.
Após o discurso da vice-governadora eleita, Silvana Covatti, Zucco subiu ao palco acompanhado da esposa e futura primeira-dama do Estado, Joyce Zucco. Principal articulador da mobilização de Flávio Bolsonaro no Rio Grande do Sul, o governador eleito reuniu as lideranças políticas no ato. Ao lado do candidato à Presidência, entoou o Hino Rio-Grandense, relembrou a vitória em primeiro turno na disputa pelo governo gaúcho e convocou os apoiadores a intensificarem a mobilização na reta final da campanha presidencial.
“Quero que cada um de vocês se mobilize para desmentir todas essas fake news que estão criando contra o Flávio. Vamos mostrar para o Brasil que o Lula é mentiroso. Precisamos continuar com essa campanha, pelo Rio Grande, pelo Brasil. Vamos reerguer o nosso país”, afirmou Zucco.
Com a bandeira do Rio Grande do Sul enrolada no pescoço, Flávio Bolsonaro discursou por mais de dez minutos. Na abertura, agradeceu aos apoiadores pela mobilização e afirmou que a presença do público renova sua força e esperança na disputa presidencial.
“Vocês não têm ideia de como cada um de vocês renova a minha força, a minha energia e minha esperança para o nosso Brasilzão. Eu, junto com vocês, vou resgatar o Brasil da lama que o Lula enfiou o nosso país”, declarou.
Flávio também falou sobre as mudanças que pretende promover no país, fez referência ao legado político do pai, Jair Bolsonaro, e pediu o engajamento dos apoiadores até os últimos dias da campanha. Entre as críticas ao atual governo federal, citou o aumento da violência contra a mulher, o endividamento dos brasileiros e a elevação dos impostos.
Na área da segurança pública, defendeu uma atuação conjunta com os governadores eleitos para combater o avanço das facções criminosas e do tráfico de drogas. Ao lado de Zucco e das demais lideranças presentes, afirmou que pretende intensificar o enfrentamento às organizações criminosas a partir de janeiro do próximo ano.
“Eu, junto com o Zucco e todos os governadores, a partir de janeiro do ano que vem, vou declarar guerra aos traficantes”, afirmou.
O candidato também abordou a educação e os investimentos para a população. Prometeu garantir ensino de qualidade às crianças gaúchas e afirmou que pretende governar para brasileiros de diferentes posições políticas.
“As crianças gaúchas vão ter educação de qualidade, sim. Eu vou governar para todo mundo, até para os petistas, porque eles verão que, com Bolsonaro, a democracia está garantida, os investimentos estão garantidos. Eu vou brigar por vocês, cidadãos ordeiros, eu vou levar prosperidade para o povo brasileiro”, concluiu.
Ao encerrar o discurso, Flávio voltou a convocar os apoiadores a manterem a mobilização até a votação. “Não vou medir esforços para que, daqui a 11 dias, a gente comemore o fim da era Lula no Brasil”, afirmou.
Fonte: Ascom/Luciano Zucco