
Economistas consultados pelo Banco Central elevaram as projeções para inflação, juros e dólar no Brasil no primeiro boletim Focus consolidado após o segundo turno da eleição presidencial de 25 de outubro. As novas estimativas foram divulgadas nesta terça-feira, 3 de novembro. A expectativa para a taxa Selic ao fim de 2026 passou de 13,25% para 13,5% ao ano. Para 2027, a projeção subiu de 11,75% para 12,5%. Em 2028, avançou de 10% para 11% e, em 2029, de 10% para 10,25%.
O mercado também aumentou a estimativa para a inflação medida pelo IPCA. A projeção para 2026 passou de 5,19% para 5,22%. Para 2027, subiu para 4,76%, enquanto as previsões para 2028 e 2029 ficaram em 4% e cerca de 3,98%, respectivamente. A estimativa para o dólar em 2026 avançou de R$ 5,05 para R$ 5,34. Para 2027, a projeção também subiu, de R$ 5,15 para R$ 5,40.
Em sentido contrário, as previsões para o crescimento da economia foram reduzidas. A expectativa para o Produto Interno Bruto de 2026 caiu de 1,8% para 1,76%. Para 2027, passou de 1,31% para 1,2%, e para 2028 recuou de 1,81% para 1,8%. A projeção para 2029 permaneceu em 2%. O boletim anterior havia sido encerrado antes da conclusão do segundo turno. O relatório divulgado nesta terça-feira foi o primeiro a reunir respostas consolidadas do mercado após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
Redação do Grupo Sepé com informações do Jornal do Comércio