
Companhia concluiu 20 obras em 18 municípios desde julho de 2023, ampliando a capacidade de tratamento e a infraestrutura de saneamento no Estado.
A Corsan investiu mais de R$ 300 milhões em 20 obras de estações de tratamento de esgoto (ETEs) em 18 municípios do Rio Grande do Sul desde julho de 2023. O conjunto de investimentos inclui a construção de 12 novas unidades, duas ampliações e seis modernizações, com o objetivo de aumentar a capacidade de tratamento e reduzir o lançamento de esgoto sem tratamento no meio ambiente.
Uma das entregas mais recentes ocorreu na quarta-feira, 28 de outubro, em Iraí, no Norte do Estado. A nova estação tem capacidade para tratar 864 mil litros de esgoto por dia e atenderá inicialmente cerca de 800 imóveis. O investimento na estrutura foi de R$ 3,6 milhões, enquanto os recursos destinados ao município em 2026, incluindo redes coletoras e outras instalações, ultrapassam R$ 9,6 milhões.
Conforme a Corsan, a expansão busca superar a deficiência histórica de infraestrutura de saneamento em diferentes regiões gaúchas. Em julho de 2023, dos 317 municípios atendidos pela companhia, 257 não possuíam cobertura de esgotamento sanitário.
As intervenções realizadas nos últimos três anos contemplaram cidades como Canoas, Passo Fundo, Bento Gonçalves, Aceguá e Não-Me-Toque. Em 2026, também entraram em operação estações em Barra do Quaraí e Itapuã, no município de Viamão.
Segundo a presidente da Corsan, Samanta Takimi, os investimentos fazem parte de um planejamento para ampliar o acesso ao serviço e reduzir os impactos ambientais provocados pelo descarte inadequado de resíduos.
A ampliação das estações acompanha o crescimento das redes coletoras. Em 2022, aproximadamente 600 mil imóveis tinham infraestrutura de esgoto disponível na área de atuação da companhia. Atualmente, esse número chega a cerca de 1 milhão.
O ritmo de implantação das redes também aumentou, passando de 40 quilômetros em 2022 para 604 quilômetros em 2025. A previsão é alcançar 800 quilômetros até o final de 2026, com obras em andamento ou previstas em quase 80 municípios.
Para acelerar a execução dos projetos, a Corsan também passou a utilizar estações modulares, desenvolvidas em parceria com empresas gaúchas. Conforme a companhia, a tecnologia pode reduzir o prazo de implantação de aproximadamente dois anos para quatro meses, dependendo das características de cada empreendimento.
Os investimentos integram o planejamento para atender às metas do Marco Legal do Saneamento, que prevê alcançar 90% da população com coleta e tratamento de esgoto até 2033. A companhia também reforça a importância de os proprietários conectarem seus imóveis às redes disponíveis, permitindo o encaminhamento adequado dos resíduos para tratamento.
Redação do Grupo Sepé com informações de Ascom Corsan