GERAL
04/03/2020 às 18:26


Crime ambiental: população descarta lixo em estrada rural de Santo Ângelo

Crime ambiental: população descarta lixo em estrada rural de Santo Ângelo
Foto: Patrick Siede | Grupo Sepé

As áreas clandestinas de descarte de lixo revelam a falta de educação ambiental na hora de destinar o lixo em Santo Ângelo. A equipe de reportagem de A Tribuna, do Grupo Sepé, já noticiou varias vezes em 2019, os pontos de descarte irregular de resíduos em diferentes bairros da cidade. Em muitos destes pontos é possível encontrar material que poderia ser mobiliado uma casa. São sofás, pias, televisores, colchões, roupas e outros objetos descartados.

Na tarde desta quarta-feira, 04, a reportagem do Grupo Sepé, encontrou uma estrada na zona rural de Santo Ângelo que parecia cena de filme. Por vários metros, o lixo se alastra. Para quem vai ao Distrito de Buriti, a estrada fica na primeira entrada a esquerda. A via interliga o bairro Moscon com a estrada da Buriti, um local pouco movimentado e sem residências, apenas lavouras. Encontramos uma situação preocupante, mas que parece estar longe de ter solução.

O município recentemente conquistou recurso para projetos voltados ao lixo, em relação ao descarte irregular de materiais, o fiscal ambiental do município, Eduardo Froncek acredita que o principal entrave é a falta de educação da população. “Em algumas fiscalizações que fizemos ao local, observamos que existem resíduos que são obrigações do gerador em dar destino final, como resíduos de oficina mecânica e chapeamento, resíduos volumosos, como móveis, resíduos de poda, podem ser levados no aterro, bastando solicitar na Semma a autorização. Resíduos eletrônicos agora possui um decreto federal, assinado a menos de um mês, que estabelece a logística reversa. Mas mesmo assim, a Semma em parceria com outras entidades realiza trimestralmente campanha de recolhimento de resíduos eletrônicos, como a que vai ter no próximo dia 14 de março. Acreditamos que a grande maioria dos resíduos jogados indiscriminadamente no local não são feitas por carroceiros. Mas também por pessoas com veículos automotores, que limpam seus pátios, residência ou atividades comerciais e ao invés de levar os resíduos até o aterro, preferem cometer crime ambiental”, comenta.

Conforme Froncek, moradores e empresários próximos ao local, relataram que os descartes ocorrerem em sua maioria durante a noite e nos finais de semana.

 

Patrick Siede | Redação Grupo Sepé 

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